Nesta segunda-feira (2), a Justiça de Sergipe indeferiu um pedido da defesa para revogar a prisão preventiva do motorista de aplicativo Jefferson Adriano dos Santos. Ele foi indiciado como suspeito de participar de um assalto na semana passada, mas familiares alegam inocência e caso de racismo.

Segundo eles, o profissional estava encerrando uma corrida solicitada por um passageiro, quando foi rendido por dois criminosos e coagido a dirigir o carro contra sua vontade enquanto realizavam um arrastão.

"Meu esposo foi espancado, meu esposo está com dente quebrado, foi negado atendimento. É mais um negro que está pagando por um crime que não cometeu", disse a esposa da vítima.

Jefferson Adriano tem duas filhas, fruto de seu casamento, e também trabalha com transporte escolar. Ele atuou como segurança durante 13 anos, é reservista do exército e participou de missões de paz no Haiti, sendo condecorado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O advogado Maurício Conceição informou que a defesa irá ingressar um novo pedido de reconsideração e apresentar um pedido de Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça nesta terça-feira (3).