A Justiça deferiu na manhã desta sexta-feira (22) a prisão temporária do suspeito de assassinar Lorrany Kethilly Santos, uma criança de seis anos que desapareceu e foi encontrada morta no Morro do Avião, localizado no bairro Santa Maria, Zona de Expansão de Aracaju. O corpo está sendo velado na residência da família.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a prisão em flagrante aconteceu na tarde da quinta-feira (21) por ocultação de cadáver. O investigado, de 42 anos, confessou o crime e também será indiciado pelos crimes de sequestro, estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

O suspeito trabalhava na rua onde a criança morava, em uma loja de servidor de internet. As informações de populares apontam que ele costumava oferecer doce para a vítima. Logo após o desaparecimento, a família começou a suspeitar deste homem. Imagens de câmaras de segurança flagraram o momento em que o homem caminhava pela rua com a menina e, posteriormente, indo em direção a um morro, onde a vítima foi encontra sem vida. No local, a polícia realizou a prisão.

Após a população protestar na frente da delegacia, a polícia levou o suspeito para outra unidade e solicitou à Justiça a prisão dele. Durante o depoimento, o suspeito disse que encontrou com a menina em frente ao trabalho. Ele levou ela para casa e ficou cerca de uma hora com a criança na residência. Nesse momento, ele disse, segundo à polícia, que teve "contato íntimo", se referindo ao abuso sexual. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou a violência.

Depois, o suspeito teria levado Lorrany para o Morro do Avião. Lá, ele disse que tirou a vida dela. A polícia indica que ela morreu por esganadura, pelos sinais apresentados pelo corpo da menina. "Há manchas roxas no pescoço e o olho escuro", detalha o delegado. O suspeito de assassinar Lorrany, segundo relato de testemunhas, já tinha histórico de abusar de outras crianças.

Revolta da população

O caso trouxe muita revolta para todos que tomaram conhecimento. Populares foram para à frente da delegacia do Santa Maria em forma de protesto. Imagens gravadas e divulgadas mostram que dezenas de pessoas estavam na unidade policial. Com palavras de revolta, elas pediam justiça. Além dos vizinhos e familiares, a mãe de Lorrany foi ao local, desesperada e em prantos.