Na manhã desta quarta-feira (6), a Justiça da Bahia autorizou o recambiamento de Wellington de Carvalho Bispo, suspeito de ser o autor dos disparos contra o delegado Marcelo Hercos durante a abordagem policial em um posto de combustível localizado na Zona de Expansão de Aracaju.

De acordo com as informações da Secretaria de Segurança Pública, a decisão da Justiça de Sergipe já havia sido proferida no último dia 29 de setembro. O investigado foi ouvido em Salvador e deve ser transferido para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da capital sergipana, onde o depoimento será prestado à Polícia Civil.

O encerramento do inquérito enviado à Justiça de Sergipe ainda no início deste mês apura os crimes de estelionato e associação criminosa cometidos pelo grupo, além da tentativa de homicídio. Segundo o delegado Hilton Duarte, o suspeito indiciado também responde pelo crime de furto de objetos que ocorreu em agosto em um estabelecimento comercial do estado.

O agente Marcelo Hercos continua internado e sendo tratado em um hospital particular de Aracaju. Os novos boletins médicos referentes ao seu estado de saúde não são divulgados para a imprensa.

Crime

As imagens de segurança de uma loja de conveniência do posto de combustível mostraram o momento em que o delegado Marcelo Hercos foi atingido pela própria arma. O agente abordou três homens tentando efetuar uma compra com notas falsas quando um dos suspeitos, Wellington de Carvalho Bispo, entrou em confronto de luta corporal e disparou contra o agente.

Dois suspeitos, Manuel Santos Farias Neto e Daniel dos Santos, passaram por um audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada. Em depoimento, os acusados confessaram a posse de cerca de R$ 4 mil em notas falsas, que eram utilizadas no pagamento de pequenas compras no intuito de receber o troco em notas verdadeiras. Alguns estabelecimentos da capital que foram lesados pelo grupo já foram identificados pela polícia.

O Instituto de Criminalística realizou exames diretos nas cédulas, por meio de análises óptica e tátil, por meio de lupas monocromáticas, mouse espectral luminescente e comparador espectral de vídeo. O laudo pericial mostra que as notas falsas não tinham os seguintes elementos: marca d'água, impressões tipográficas, fundo de segurança em ofsete, imagem latente, registro coincidente, microtextos, marca tátil; elementos sensíveis à luz ultravioleta, impressões calcográficas, fio de segurança e impressão com tinta de variação óptica.

Já o quarto suspeito, identificado como Cristian Magno dos Santos Cruz, foi preso pela polícia baiana pelo envolvimento na prática de estelionato. Segundo a SSP, ele é apontado como responsável por alugar o veículo utilizado na investida criminosa.