Grupo criminoso é desarticulado, 16 pessoas são presas e dois morrem em confronto
As investigações indicam que o grupo era responsável por um terço dos roubos e furtos de motocicletas no interior de Sergipe
Redação do Portal A8SE com Ascom SSP
Uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira, 13, teve como o objetivo desarticular um grupo envolvido com o tráfico de drogas responsável por grande parte dos roubos e furtos de veículos no interior de Sergipe. O trabalho resultou em 16 prisões e dois investigados entraram em confronto com as equipes policiais. As investigações foram conduzidas pelo Departamento de Narcóticos (Denarc).
A organização criminosa é suspeita de atuar, direta e indiretamente, em um terço dos roubos e furtos de motocicletas no interior sergipano. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Itabaiana, Campo do Brito, São Domingos, Areia Branca, Maruim e Itaporanga D’Ajuda.
A operação leva o nome de ‘Cavaleiros das Trevas’ devido ao suspeito de liderar o grupo criminoso, José Verônico, ser conhecido como “Coringa”, nome de um vilão em histórias em quadrinhos. Além disso, os investigados usavam o termo “cavalo” para identificar motos roubadas ou furtadas. E Cavaleiros das Trevas é o nome do filme em que o Coringa é derrotado pelo herói das histórias em quadrinhos Batman.
Investigações
A investigação teve início com diligências acerca de narcotráfico no interior de Sergipe. Durante as investigações, foi identificado que parte dos suspeitos já eram conhecidos pelas delegacias de Itabaiana e de Frei Paulo, resultando na unificação do procedimento investigativo. Assim, foram identificadas 18 pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa.
Além dos investigados serem suspeitos de narcotráfico em todo o interior sergipano, o grupo seria responsável por um grande número de furtos e roubos a veículos no estado de Sergipe. Eles atuavam de forma direta e indireta - quando os integrantes não roubam ou furtam, mas vendem os bens para outros, configurando a receptação.
As investigações apontaram que motocicletas subtraídas pela manhã já eram negociadas em outro estado à tarde, inclusive com placas e documentos falsos de leilão, demonstrando as suspeitas de uma gigantesca estrutura voltada ao crime. A utilização de documentos falsos incide no crime de lavagem de dinheiro, usando notas falsas de leilão, com dois membros do grupo sendo suspeitos de terem essa função.
Além do Denarc, as investigações também contaram com o Grupo Tático Aéreo (GTA), a 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM), Delegacia Regional de Itabaiana, a Delegacia de Frei Paulo, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a Divisão de Inteligência (Dipol), a Delegacia de Malhador, a Companhia Independente de Operações em Área de Caatinga (Ciopac), a 1ª Companhia do 3º Batalhão da Polícia Militar (1ª Cia / 3º BPM), o 3º BPM, o Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) de Itabaiana, a Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) e o Canil da Guarda Municipal de Aracaju.
