Polícia Civil alerta sobre perigo em relacionamentos na internet
Após prisão do falso advogado por cárcere privado e injúria, DAGV pede cautela com rápida aproximação para evitar ser vítima de crimes de violência doméstica
Redação do Portal A8SE com informações da SSP/SE
O caso que prendeu em flagrante um falso advogado por cárcere privado e injúria no âmbito de violência doméstica ocorreu na última quarta-feira, 7. Segundo informações policiais, a vítima havia conhecido o suspeito em uma rede social há cerca de 15 dias. Durante esse período, o casal chegou a morar juntos e a mesma estava sendo mantida em cárcere na propriedade. A mulher foi agredida fisicamente pelo companheiro no dia 3 de julho.
Após realizar a prisão do suspeito, o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) faz um alerta acerca de relacionamentos oriundos de redes sociais. A unidade especializada da Polícia Civil orienta que as pessoas tenham cautela com a rápida aproximação pela internet, pois a descrição do perfil e as informações trocadas por mensagens podem ser falsas, o que pode gerar consequências graves, como agressões e, até mesmo, a morte.
Segundo a delegada Renata Aboim, o caso que repercutiu na última quarta-feira, 7, não foi uma situação incomum. “Infelizmente, essa foi mais uma das situações que vítimas foram feitas em decorrência de relacionamentos que tiveram origem pelas redes sociais. É um alerta que fazemos para que as pessoas tenham cuidado com esse tipo de relacionamento e, principalmente, levar essas pessoas para dentro de suas casas”, reforça.
Caso
O suspeito, identificado como Eduardo Ferreira da Silva, se passava por advogado. A denúncia é que Eduardo sempre ficava no encalço da vítima, olhando mensagens e ligações telefônicas feitas por ela, o que culminou na agressão. Ele foi preso pela Polícia Militar após a vítima simular que estava passando mal e o investigado a encaminhar para uma unidade de saúde. Lá, ela conseguiu avisar aos funcionários e pedir ajuda.
Ao ser encaminhado para o DAGV, foi constatado que Eduardo não possuía registro como advogado, mas que já havia prestado serviços advocatícios. A prisão por estelionato já foi pedida à Justiça.
