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Doze pessoas morrem em ataque terrorista contra sede de jornal em Paris

Um ataque contra a sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo deixou, ao menos, 12 mortos nesta quarta-feira (7). Dois homens encapuzados e vestidos de preto entraram na redação munidos com fuzis AK-47. Outras 10 pessoas ficaram feridas no incidente.

Testemunhas disseram ao canal de notícias francês terem visto o incidente a partir de um prédio próximo localizado no coração da capital francesa.

"Cerca de meia hora atrás dois homens com capuz preto entraram no prédio com (fuzis) Kalashnikovs", disse Benoit Bringer à emissora.

"Poucos minutos depois, nós ouvimos vários tiros", disse, acrescentando que os homens depois foram vistos fugindo do prédio.

O policial Luc Poignant disse ter conhecimento da morte de um jornalista e de vários feridos, incluindo três policiais.

"É uma carnificina", disse Poignant à BFM TV.

Vincent Justin, um jornalista que trabalha em um edifício próximo à sede do Charlie Hebdo, afirmou que duas pessoas entraram na redação do semanário e começaram a atirar. 

De acordo com Justin, os autores do ataque gritavam a frase "vamos vingar o profeta".

Polêmicas em relação ao Islã

A sede do Charlie Hebdo foi alvo de ataque com uma bomba incendiária em novembro de 2011 após o jornal ter publicado uma imagem do profeta Maomé em sua capa.

O ataque desta quarta-feira (7) também teria sido motivado pela utilização indevida da imagem do profeta e outros simbolos da religião.

A última publicação do Charlie Hebdo teria como tema críticas contra Estado Islâmico, que tem aterrorizado regiões no Iraque e na Síria.

Jornal satírico teria publicado uma capa com a imagem de Maomé, algo proibido pelos seguidores do islã.