Justiça do Japão mantem pena de morte a membros de seita
A Corte Suprema do Japão manteve nesta sexta (6) a condenação à morte para dois membros da seita Verdade Suprema, que há 14 anos matou 12 pessoas e deixou milhares de intoxicados em atentados com gás sarin no metrô de Tóquio.
A alta corte japonesa rejeitou, assim, as apelações de Toru Toyoda, de 42 anos, e Kenichi Hirose, de 45 anos, que tinham sido condenados à pena de morte pelo Tribunal Superior de Tóquio em 2004, informou a agência local Kyodo.
Os dois foram considerados culpados de disseminar o gás sarin nas linhas de metrô de Hibiya e Marunouchi em 20 de março de 1995, que matou 12 pessoas. Com esta sentença, sobe para oito o número de condenados à morte devido ao envolvimento nos atentados com gás sarin de 1995, entre eles o fundador da seita, conhecido como Shoko Asahara, de 54 anos, cujo nome verdadeiro é Chizuo Matsumoto.
O juiz Yukio Takeuchi afirmou hoje que os ataques com gás sarin da Verdade Suprema foram "atos organizados e premeditados de assassinatos maciços indiscriminados", e que o crime foi "extremamente cruel e desumano". Os dois condenados tinham argumentado que tinha sofrido "lavagem cerebral" pelo fundador da seita na época.
Com informações do R7
