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Chávez confirma detenção de líder de ataques a emissora de TV

Lina Ron se entregou às autoridades e se encontra `detida`, segundo o presidente venezuelano

A dirigente governista Lina Ron, que liderou o ataque armado realizado na segunda-feira, 3, contra a emissora de oposição Globovisión, se entregou às autoridades e se encontra "detida", informou nesta terça-feira, 4, o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

"Ela (Ron) se apresentou e está detida", afirmou o governante venezuelano, em um ato oficial transmitido em rede nacional obrigatória de rádio e televisão.

A Venezuela emitiu uma ordem de prisão, nesta terça-feira, contra a suposta líder de um grupo pró-governo que na segunda-feira invadiu de maneira violenta a sede de um canal de televisão frequentemente em conflito com o presidente Hugo Chávez.

As autoridades ordenaram a prisão de Lina Ron, líder do partido pró-Chávez União Patriótica Venezuelana (UPV), após entrevistarem testemunhas e assistirem a um vídeo do incidente, informou a agência estatal de notícias da Venezuela em comunicado.

Dezenas de pessoas dirigindo motocicletas e com bandeiras da UPV entraram na sede da Globovisión na segunda-feira, ameaçando os funcionários com armas e jogando projéteis de gás lacrimogêneo, disseram empregados do canal de televisão. Um segurança da Globovisión ficou ferido.

Funcionários da Globovisión condenaram o ataque e disseram que Chávez precisa ser mais eficiente no controle aos seus partidários.

O ataque à Globovisión aconteceu alguns dias após o governo de Chávez fechar 34 estações de rádio na Venezuela, uma ação que os opositores dizem ter o objetivo de silenciar a imprensa livre no país.

Embora o ataque tenha sido a favor do governo, o ministro do Interior Tarek El-Aissami disse que o governo "rejeita energicamente" qualquer ação violenta e tomará medidas contra os agressores.

Ron já apareceu várias vezes ao lado de Chávez e participou de várias coletivas de imprensa com o presidente. Em fevereiro de 2008, ela liderou um grupo que invadiu o episcopado de Caracas, após líderes da Igreja Católica terem criticado Chávez. O presidente, na época, condenou as ações de Ron, mas logo depois ela foi vista ao lado de Chávez em comícios.

Nesta terça-feira, a Anistia Internacional expressou "uma grave preocupação" com o ataque à Globovisión e mais uma vez pediu a Chávez que garanta a liberdade de imprensa.

Fonte: Efe