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Confronto entre polícia e grevistas fere ao menos 50 na Coreia do Sul

Fumaça sobe em fábrica ocupada por trabalhadores em greve na Coreia do Sul; confrontos com a polícia ferem ao menos 50 (Efe)

Ao menos 50 pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira em violentos choques entre a polícia sul-coreana e funcionários grevistas da montadora Ssangyong na cidade de Pyeongtaek, a 70 quilômetros ao sul da capital Seul, informou a agência de notícias local Yonhap.

O confronto, que se estendeu durante o dia todo, aconteceu após o ultimato policial para que os trabalhadores em greve desocupassem a fábrica --onde estão há mais de dois meses para protestar contra uma possível demissão.

Esta manhã, cerca de cem policiais entraram nas instalações auxiliados por um helicóptero e guindastes. Eles entraram através do telhado, onde os trabalhadores em greve estavam escondidos. Os trabalhadores enfrentaram a polícia com barras de ferro.

Enquanto isso, outros 500 trabalhadores permanecem em outro prédio da fábrica. No local, são guardados muitos materiais inflamáveis e, por isso, a polícia disse não poder entrar de forma imediata.

Cerca de 4.000 policiais participaram desde terça-feira em uma operação para acabar com a ocupação da única fábrica da Ssangyong.

Os funcionários protestam contra o plano de reestruturação da Ssangyong, que contempla a demissão de 36% dos 2.600 funcionários em uma tentativa de escapar das dificuldades financeiras. Cerca de 600 funcionários ocupam os prédios da fábrica impedindo a produção há 70 dias em um prejuízo que a própria empresa calcula em US$ 246 milhões.

O sindicato já advertiu em comunicado que "lutará até a morte se a polícia tentar acabar com a ocupação". Os sindicalistas pedem que o governo use seus fundos para resgatar a empresa --proposta rejeitada por Seul.

As ações da Ssangyong caíram quase 15% nesta quarta-feira. Analistas alertam para uma possível liquidação da empresa antes mesmo do fim da greve.

Em maio, a Corte do Distrito de Seul ordenou que a companhia fizesse um plano de sobrevivência até meados de setembro.

O choque entre a polícia e os grevistas acontece depois que no domingo passado (2) foram paralisadas as negociações entre a companhia e o sindicato, que não conseguiram chegar a um acordo sobre o número de demissões.

Fonte: Efe