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Presidente indonésio diz que garante segurança após ataques a hotéis

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, disse nesta terça-feira que o país é capaz de garantir segurança diante do temor reaceso pelo duplo atentado de quinta-feira passada (16) contra dois hotéis de luxo na capital Jacarta, o primeiro em quatro anos.

As duas explosões nos hotéis JW Marriott e Ritz-Carlton deixaram nove mortos, número que incluiria os dois homens-bomba, e 53 feridos. A maioria das vítimas são estrangeiros que frequentam os hotéis em viagens de negócios.

"Minha mensagem ao mundo é que nós podemos superar este problema e vamos continuar a garantir ainda mais segurança no futuro", disse Yudhoyono, durante inauguração de um novo museu na capital do país.

Aparentemente coordenados, os ataques ocorreram durante a manhã desta sexta-feira no horário local, um momento de movimentação nos hotéis. As explosões atingiram o restaurante do Marriott e o porão do Ritz-Carlton, que ficam no luxuoso bairro Kinigan e estavam cheios de turistas e empresários estrangeiros, a maior parte deles australianos e europeus.

O primeiro atingido foi o Marriott, às 7h50 (21h50 de quinta-feira em Brasília). O hotel ficou com sua fachada parcialmente destruída. Testemunhas afirmam ter ouvido uma forte explosão que destruiu vidros de janelas em um raio de dezenas de metros. Segundo relatos, a segunda explosão ocorreu minutos depois e destruiu parte da fechada do hotel Ritz Carlton.

Segundo a polícia, os ataques apresentaram marcas do Jemaah Islamiah, um grupo militante islâmico considerado braço da rede terrorista Al Qaeda no Sudeste Asiático. O grupo foi responsabilizado por ataques a outras redes de hotéis, embaixada australiana, entre outros alvos estrangeiros.

O grupo foi responsável ainda pelo atentado de 2002 em Bali, que deixou 202 pessoas mortas.

Bancos como o Royal Bank of Scotland e o de Cingapura DBS proibiram temporariamente seus funcionários de irem à Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo, enquanto o Citigroup Inc e outros impuseram apenas restrições de viagem ao país.

Fonte: Reuters