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Polícia faz disparos para conter manifestantes pró-reformas no Irã

As forças de segurança iranianas efetuaram disparos com armas de fogo e usaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes pró-reformas em Teerã, capital iraniana nesta quinta-feira (9). Segundo testemunhas, também foram feitas várias prisões durante o protesto realizado em frente à Universidade de Teerã.

"Havia cerca de 250 pessoas que gritavam em favor de Mir Hossein Mousavi diante da universidade. Eles cantavam vitória, mas polícia os dispersou", declarou uma das testemunhas.

Os oposicionistas --homens e mulheres jovens-- entoavam o grito "morte ao ditador".

A dispersão foi feita pela forças de segurança com gás lacrimogêneo e disparos para o ar. Outras pessoas afirmaram que havia focos de protesto em diversos pontos da capital iraniana.

A mídia estatal do Irã afirmou "que o chamado da oposição para uma grande manifestação falhou". O veículo confirmou também que a polícia usou gás lacrimogêneo para acabar com os protestos.

A manifestação desta quinta-feira é o primeira em um período de 11 dias, quando uma série de protestos em massa da oposição, liderada pelo reformista Mir Hossein Mousavi, ocupou as ruas da capital Teerã para pedir a anulação do pleito de 12 de junho, que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad.

Esmagar

O governador da Província de Teerã alertou nesta quinta-feira que iria "esmagar" qualquer manifestação organizada nesta quinta-feira.

"Não concedemos nenhuma autorização para uma manifestação. Se alguns querem realizar ações contra a segurança influenciados pelos canais de televisão contrarrevolucionários, serão esmagados pelo povo", advertiu Tamadon, citado pela agência oficial Irna.

"Os inimigos estão furiosos pela calma que seguiu os distúrbios pós-eleição e estão tentando prejudicar a paz através de contrarrevolucionários estrangeiros e redes notórias", disse Tamaddon, acrescentando que o público deve rejeitar qualquer plano de protesto e que o governo garante "forte segurança".

As autoridades tomaram algumas medidas para tentar evitar a organização de possíveis manifestantes: as mensagens de texto em celular foram prejudicadas, as universidades foram fechadas e o governo decretou feriado nesta terça-feira e quarta-feira.

Fonte: Reuters