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Cristina Kirchner é rejeitada por 71% dos portenhos

A seis dias das eleições parlamentares, a presidente argentina Cristina Kirchner amarga índices de aprovação baixíssimos, o que pode afetar o desempenho de seus candidatos. Segundo uma pesquisa da consultoria Graciela Römer e Associados divulgada no domingo, 21, só 19% dos portenhos (habitantes da capital) aprovam a administração de Cristina, que está há um ano e meio no poder.

Na Província de Buenos Aires, o principal campo da batalha eleitoral, a aprovação aumenta, mas para apenas 31%. Para se ter uma ideia do peso que esses números podem ter na eleição, basta lembrar que, juntas, a província e a cidade de Buenos Aires representam 49% do eleitorado (e 58% do PIB).

A desaprovação ao governo Cristina entre os portenhos é de 71,5%. Nos municípios da Grande Buenos Aires, onde está o reduto eleitoral tradicional de Cristina e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, ela chega a 52,2%.

Nos últimos meses, o governo implementou uma série de políticas assistencialistas para conquistar mais eleitores. Mas em regiões em que a economia é predominantemente agropecuária prevalece a irritação com o governo, que no ano passado entrou em choque com os produtores ruralistas. Por isso, a desaprovação ao governo Cristina aumenta no interior da Província de Buenos Aires, chegando a 60,4%.

Ontem, diversas pesquisas também indicaram que Kirchner, cabeça da lista dos candidatos a deputado federal do governista Partido Justicialista (peronista) e sua sublegenda Frente pela Vitória na Província de Buenos Aires, está praticamente empatado com seu principal rival, o milionário Francisco De Narváez.

Segundo a consultoria Poliarquia, Kirchner teria 30% das intenções de voto, enquanto De Narváez, candidato do Peronismo dissidente em coalizão com o partido de centro-direita Proposta Republicana (PRO), ficaria com 32,5%. Segundo outra pesquisa, da Mangement & Fit, Kirchner contaria com 30,2% dos votos e, De Narváez, com 29,5%.

Na reta final da campanha, Cristina tem feito o possível para ajudar a candidatura do marido. Entre as medidas anunciadas estão obras públicas e até um aumento salarial de 15% para os militares, setor com o qual os Kirchners mantiveram uma tensa relação.

Fonte: Estadão