Ministro e mais 19 pessoas morrem em atentado na Somália
Presidente acusa Al-Qaeda por ataque que provocou a morte do representante da pasta da Segurança Nacional
Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quinta-feira, 18, quando um militante suicida atacou um hotel no oeste da Somália, entre elas um ministro do frágil governo do país africano. O presidente somali, xeque Sharif Sheik Ahmed, acusou a rede extremista Al-Qaeda de estar por trás do atentado.
Mohamed Nur, uma testemunha do ataque, disse que o militante suicida estava a bordo de um carro compacto que aproximou-se do Hotel Medina em Belet Weyne e explodiu depois de ser lançado contra outros veículos. O ministro de Segurança Nacional Omar Hashi Aden morreu no atentado, anunciou o ministro da Informação Farhan Ali Mohamud. Ele não forneceu mais detalhes.
O presidente somali, por sua vez, disse que um alto diplomata do país também morreu no episódio. "Foi um ato de terrorismo. A Al-Qaeda está nos atacando", declarou Sheik Ahmed.
Nos últimos anos, especialistas têm manifestado temores de que militantes islâmicos de diversas nacionalidades estejam usando a Somália como base para suas ações na região. A violência entre rebeldes islâmicos e forças do governo da Somália recrudesceu ao longo do último mês, especialmente na capital do país, provocando a morte de cerca de 200 pessoas.
Os insurgentes tentam derrubar o frágil governo apoiado pelo Ocidente e instaurar um regime islâmico na Somália. A Somália não tem governo central desde 1991, quando senhores da guerra derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre e depois voltaram-se uns contra os outros. A partir de 2004, governos provisórios apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU) passaram a ser formados, mas todos eles, inclusive o atual, encontram extrema dificuldade para impor autoridade. O controle do atual governo estende-se pouco além dos portões do palácio presidencial.
Fonte: Estadão
