Atentado atribuído ao ETA mata agente antiterrorismo na Espanha
Policiais investigam cena de explosão que matou o chefe do grupo de combate ao terrorismo na Espanha (Efe)
"Neste momento tão duro e difícil quero dizer à família que tem toda nossa amizade, solidariedade e carinho, e o da imensa maioria da sociedade basca, que não suporta mais os assassinos e canalhas do ETA", declarou o presidente do governo regional basco, Patxi López, no Parlamento regional.
Este é o primeiro atentado com morte atribuído ao ETA desde a posse do novo governo autônomo basco liderado por López, que acabou com quase três décadas de Executivos nacionalistas. No dia seguinte à posse de López, no último dia 6 de maio, a ETA detonou uma bomba no município de Guriezo, na comunidade autônoma da Cantábria, que faz divisa com o País Basco, causando danos materiais.
Em Bruxelas, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, também condenou o atentado. Ele deve retornar a Espanha ainda hoje.
Segundo o jornal espanhol "El Pais", a explosão ocorreu às 9h05 (4h05 no horário de Brasília), em um local próximo à casa do agente. A explosão e o posterior incêndio atingiram vários carros próximos.
Garcia, 49, era casado e tinha dois filhos. Sua mulher foi hospitalizada após uma crise de ansiedade, informa o jornal espanhol. O agente trabalhava há 16 anos no combate ao grupo terrorista.
O "El Pais" afirma ainda que uma testemunha ouviu gritos no interior do veículo após a explosão. Um vizinho do agente afirma que a explosão foi tão violenta que sua cama se moveu.
O último atentado assumido pelo grupo basco foi em 3 de dezembro passado, quando um atirador do ETA matou o empresário Ignacio Uría Mendizábal, em Guipúzcoa. O último assassinado a bomba, como o do agente Garcia, foi realizado em 30 de maio de 2003, em Navarra. No dia, dois policiais morreram.
O grupo terrorista usa a violência há 40 anos para tentar conseguir a independência do País Basco, período no qual ao menos 850 pessoas morreram.
Fonte: Efe
