Coreia do Norte faz ameaças de guerra nuclear
País acelerará programa atômico com finalidades bélicas, dizem jornais estatais
Foto do líder norte-coreano, Kim Jong Il, com seu filho é queimada em protesto na Coreia do Sul (AP)
O regime norte-coreano advertiu neste domingo, 14, que poderia iniciar uma guerra nuclear na península da Coreia e prometeu acelerar seu programa atômico com finalidades bélicas, em desafio às sanções aplicadas pela ONU na última semana. O presidente americano Barack Obama se reúne na terça-feira, 16, com seu homólogo sul-coreano para discutir os mísseis e a produção de ogivas nucleares pelo governo comunista do Norte.
O principal jornal estatal da Coreia do Norte, Rodong Sinmun, afirmou neste domingo que os Estados Unidos têm 1.000 armas nucleares na Coreia do Sul, e o semanário estatal Tongil Sinbo divulgou que os Estados Unidos têm uma grande quantidade de armas nucleares instaladas na Coreia do Sul e no Japão.
A Coreia do Norte "se encontra completamente ao alcance de uma ataque nuclear estadunidense e a península coreana é uma zona onde a possibilidade de uma guerra nuclear é a maior do mundo", afirmou o Tongil Sinbo.
O presidente sul-coreano Lee Myung-bak disse neste domingo aos ministros de segurança de seu gabinete que está disposto a encarar de forma "plena e decisiva" a última ameaça norte-coreana, segundo fontes oficiais.
Kim Yong-kyu, porta-voz do destacamento militar americano em Seul, considerou "sem sentido" a última acusação da Coreia do Norte e indicou que Washington não tem armas nucleares na Coreia do Sul desde 1991, quando foram retiradas como parte da redução de arsenal atômico após o final da Guerra Fria.
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul emitiu neste domingo uma declaração exigindo que a Coreia do Norte deixe de fomentar as tensões, abandone suas armas nucleares e retome o diálogo com seu vizinho do Sul.
Fonte: Associated Press
