Morre chefe de grupo de extermínio argentino
O ex-chefe operacional do grupo ultradireitista argentino Aliança Anticomunista Argentina, Rodolfo Almirón, acusado de crimes de lesa-humanidade, morreu aos 73 anos em um hospital de Buenos Aires, informaram fontes judiciais nesta quinta-feira.
Almirón, que cumpria prisão domiciliar, foi transferido há algumas semanas ao hospital Ramos Mejía devido a uma piora em seu estado de saúde. Nesta quinta-feira, ele teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Almirón liderou a organização conhecida como Triplo A. Entre 1973 e 1975, o grupo cometeu cerca de mil assassinatos durante o mandato da ex-presidente argentina María Estela Martínez de Perón --mais conhecida como Isabelita Perón-- e de seu ministro do Bem-estar Social, José López Rega.
Após a queda de López Rega, Almirón fugiu para a Espanha, onde foi detido no final de 2006 com o objetivo de ser extraditado à Argentina.
Ao retornar, foi levado a um presídio e processado por pelo menos 12 crimes, mas não chegou a ser condenado e conseguiu o regime de prisão domiciliar devido à gravidade de seu estado de saúde após uma embolia cerebral.
Segundo a ação aberta pelo juiz argentino Norberto Oyarbide, López Rega foi o `supervisor político` do Triplo A e Almirón atuou como `responsável militar` do grupo.
O processo judicial contra o grupo, no qual Isabelita Perón também foi acusada, foi aberto há três décadas, fechado em 1989 e reaberto em 2007, quando o governo do ex-presidente Néstor Kirchner aboliu as leis de perdão e os indultos concedidos a repressores acusados de crimes de lesa-humanidade.
Fonte: France Presse
