Dalai-lama homenageia vítimas de massacre na praça da Paz Celestial
Líder do budismo tibetano abrigado na Índia, fez uma homenagem às vítimas do massacre na Praça da Paz Celestial de Pequim
Imagem de homem bloqueando passagem de tanques do Exército chinês marcou o massacre na praça da Paz Celestial, em Pequim (AP)
Em 4 de junho de 1989, o Exército chinês enfrentou, na praça da Paz Celestial, em Pequim, estudantes e trabalhadores que protestavam pela democracia no país havia várias semanas. Centenas --ou possivelmente milhares-- de pessoas morreram na repressão aos protestos, e as discussões sobre o evento continuam sendo um tabu na China.
O governo da China classifica os protestos por democracia de "rebelião contrarrevolucionária" e o massacre de "incidente político". Nunca houve uma contagem oficial de mortos, feridos e presos no massacre, e diversas pessoas continuam presas por envolvimento nos protestos.
"Honro com respeito os que morreram expressando a exigência popular para que o governo seja mais responsável perante o povo", afirma o dalai-lama em um comunicado divulgado em Dharamsala (norte da Índia), onde vive exilado desde 1959. Para o dalai-lama, a China devia aproveitar a data para revisar sua decisão de qualificar o movimento "contrarrevolucionário".
Nesta quarta-feira (3), havia mais policiais que turistas na praça da Paz Celestial, onde há, normalmente, espera para visitar o mausoléu do ditador Mao Tse-tung e a antiga cidadela imperial, a Cidade Proibida. Nesta quinta-feira, a praça da Paz Celestial amanheceu ainda sob um forte esquema de segurança, com centenas de policiais a paisana para evitar atos em memória do massacre de 1989 e o trabalho da imprensa.
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Dissidentes do governo chinês que estão exilados tinham pedido que a população fizesse um protesto usando branco --a cor do luto na China--, nesta quinta-feira. Poucos o fizeram.
Fonte: France Presse
