ONU denuncia discriminação em quarentenas impostas por gripe suína
A ONU (Organização das Nações Unidas) condenou nesta sexta-feira as quarentenas impostas segundo critérios de nacionalidade para conter a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). A organização criticou especialmente a quarentena "discriminatória" imposta a turistas mexicanos na China, episódio que desencadeou tensão diplomática entre os dois países.
"Ninguém deveria ser colocado em quarentena apenas por sua nacionalidade", afirmou em Genebra o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville.
"Estas medidas são claros e inaceitáveis atos de discriminação com efeitos negativos evidentes para os direitos das pessoas afetadas, incluindo possíveis prejuízos econômicos, por exemplo nas viagens de negócios", completou Colville.
Colville mencionou o caso de mexicanos sem sintomas da gripe suína que foram colocados sob quarentena em diversas cidades chinesas.
A China começou a suspender nesta quinta-feira a quarentena de sete dias imposta aos passageiros de um voo procedente do México, considerado epicentro da epidemia. Os passageiros viajaram com o turista mexicano de 25 anos confirmado como único caso de gripe suína no país.
Nove moradores de Pequim deixaram o isolamento com um documento que afirma que não possuem nenhum sintoma do vírus A (H1N1), informou a agência oficial Xinhua (Nova China).
A China rastreou e isolou as pessoas que viajaram na quinta-feira passada (30) no voo AM098, que partiu da Cidade do México com destino a Xangai. A medida foi duramente criticada pelo governo mexicano, que a classificou de injustificada e discriminatória.
Segundo o subdiretor do Centro de Controle de Doenças de Pequim, He Xiongn, 51 pessoas permanecem em quarentena na capital chinesa.
Fonte: France Presse
