Gripe suína afeta mais de 1.500; ONU diz que doença foi "leve"
Funcionários do Departamento de Saúde caminham pelo hotel em Hong Kong, isolado por temor da gripe (Efe)
No novo balanço da epidemia pelo mundo, o México continua sendo o país mais atingido pelo vírus A (H1N1), com 822 casos registrados, incluindo 29 mortes.
Já os EUA registram 403 casos da doença, incluindo o bebê mexicano que morreu na semana passada no Estado do Texas. O relatório da OMS não considera a segunda morte anunciada pelo governo americano, a de uma mulher, também no Texas.
A Guatemala entrou para a lista de países oficialmente afetados pela doença, com um caso diagnosticado.
Outros países com casos confirmados da doença, sem nenhuma morte, são: Canadá (165), Espanha (57), Reino Unido (27), Alemanha (9), Nova Zelândia (6), Israel (4), El Salvador (2), França (4), Áustria (1), China (1, em Hong Kong), Colômbia (1), Coreia do Sul (2), Costa Rica (1), Dinamarca (1), Irlanda (1), Itália (5), Holanda (1), Portugal (1) e Suíça (1).
O comunicado reitera que restrições de viagens não são necessárias --quem apresenta sintomas da doença, entretanto, é aconselhado a adiar viagens-- e que o consumo de carne de porco cozida não traz riscos de infecção.
"Leves"
Apesar do aumento diário no número de casos, o clima geral é de otimismo e de cautela diante do alarde criado em torno de uma iminente pandemia.
Ban Ki-moon afirmou nesta quarta-feira que as consequências da propagação da gripe suína foram até agora "relativamente leves" e pediu que todos estejam preparados para enfrentar a evolução da doença.
"Seja qual for a trajetória deste foco, aprendemos uma valiosa lição", afirmou Ban, em entrevista coletiva concedida na ONU.
O secretário-geral ressaltou que a aparição deste foco de gripe e a forma de seu contágio "nos lembra que vivemos em um mundo interconectado, no qual um perigo em um país é um perigo para todos, e exige uma atuação coletiva".
Por isso, declarou que solicitará à comunidade internacional nas próximas semanas um acordo em assuntos como a troca de informação e de amostras, além da criação de um mecanismo de financiamento para auxiliar os países mais carentes neste campo.
Estas medidas farão parte da agenda das reuniões que o secretário-geral levará para a Assembleia Mundial da Saúde, que será realizada no final de maio em Genebra (Suíça).
Outro assunto desse encontro na cidade suíça será a importância de adiar nessas circunstâncias a adoção de restrições comerciais e proibições de voo até que dados científicos corroborem a necessidade para tanto.
Ban reiterou que a OMS não tem intenção de elevar o nível de alerta para 6, o mais alto da escala, mas destacou que é preciso manter a vigilância porque o vírus causador da gripe suína ainda é um grande desconhecido.
Fonte: Efe
