Homem sequestra avião na Jamaica e exige ser levado a Cuba
Todos os 174 passageiros de Boeing 737 canadenses foram soltos, mas seis tripulantes ainda são mantidos reféns
Homem armado sequestra Boeing na Jamaica (AP)
Um homem armado e descrito como portador de "problemas mentais" sequestrou um avião canadense na pista de um aeroporto internacional perto do balneário da Baía de Montego. O "jovem com problemas mentais", disse o ministro da Informação jamaicano, Daryl Vaz, exige ser levado para Cuba. Ele ainda mantém seis tripulantes reféns, segundo funcionários. Ninguém ficou ferido, de acordo com as autoridades. Os policiais e soldados jamaicanos rodearam o avião, enquanto seguiam as negociações com o sequestrador, informou a porta-voz da polícia Camille Tracey.
Havia 174 passageiros e oito membros da tripulação a bordo do Boeing 737, quando o homem armado ultrapassou os cordões de isolamento e entrou no avião, segundo um comunicado emitido pela polícia da Jamaica. O avião havia chegado de Halifax, na Nova Escócia, e tinha programada uma escala em Santa Clara, Cuba, antes de retornar ao Canadá. Christian Gosselin, um passageiro do voo, disse a seu pai que o sequestrador pedia dinheiro a todos os ocupantes, informou a rede CNN.
O homem armado e parte da tripulação do voo 819 seguiam a bordo do avião nesta segunda-feira, informou a companhia aérea em comunicado divulgado em seu site. A polícia afirmou que todos os passageiros e dois membros da tripulação conseguiram deixar o local, após ter permanecido por um período curto de tempo a bordo do avião.
O pai do jovem armado estava contribuindo com as negociações, segundo o ministro. Vaz acrescentou que o homem é jamaicano e tem cerca de 20 anos. Não deu mais detalhes sobre o estado mental dele. O primeiro-ministro da Jamaica, Bruce Golding, falou com todos os passageiros após eles serem interrogados pela polícia. Golding disse que fará o possível para devolvê-los a suas casas o mais rápido possível, segundo comunicado da polícia.
Já primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, na Jamaica para uma visita de um dia, foi acordado por seus auxiliares e estava a par das negociações, segundo a agência de notícias Canadian Press.
Fonte: Estadão
