A8SE Icone

Mundo

Cidade alemã instala parquímetro para prostitutas

Cidade no sul da Alemanha resolveu instalar parquímetros para cobrar impostos das prostitutas que trabalham nas ruas. A atividade é legalizada no país (Divulgação: R7)

A cidade de Bonn, na Alemanha, resolveu instalar parquímetros para cobrar imposto de prostitutas que trabalham nas ruas. Como a atividade é legalizada no país, cada trabalhadora precisa depositar seis euros (R$ 13,70) por cada noite.

Segundo reportagem desta quarta-feira (31) da revista Der Spiegel, a prefeitura de Bonn espera arrecadar cerca de 200 mil euros por ano (cerca de R$ 458 mil) com a taxação, que já ocorre em bordéis.

Segundo a agência France Presse, 260 euros (R$ 595) foram arrecadados nos dois primeiros dias da medida, que entrou em vigor na segunda-feira (29).

Em entrevista à agência alemã DPA, a porta-voz do governo local, Monika Frömbgen, disse que o meio é o mais adequado para a taxação.

- Não é justo que apenas as mulheres que trabalham em estabelecimentos como centros de sexo ou saunas sejam taxadas, pelo fato de que nós conseguimos encontrá-las mais facilmente.

Após o pagamento, as prostitutas recebem um vale que lhe dá autorização de trabalho entre às 20h15 às 6h da manhã seguinte.

Fiscais vão monitorar o pagamento das taxas. Em caso de sonegação, as trabalhadoras estão sujeitas a multa.

Uwe Zimmerman, porta-voz da Associação Alemã de Municípios, disse, também à agência DPA, que a medida "certamente despertará o interesse de outras cidades".

Rejeição

Embora a prostituição seja legalizada na Alemanha desde 2002, a atividade de profissionais do sexo nas ruas da cidade tem motivado reclamação por parte dos moradores.

Segundo a Der Spiegel, essa foi a razão que levou à prefeitura de Bonn a criar uma área específica para controlar a prostituição nas ruas.

Garagens especiais, feitas de madeira, foram construídas para que os clientes possam estacionar os seus carros. A área também é monitorada pela polícia, e um guarda de plantão pode ser acionado pelos profissionais do sexo.

Quem não concordou com as medidas foi a Bufas (associação dos trabalhadores do sexo). Segundo o advogado da associação, Beate Leopold, o grupo é "contra qualquer regra especial e a favor da igualdade nas leis para todos os trabalhadores".

Fonte: R7