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Combates explodem ao redor do quartel-general de Gaddafi

Combates violentos explodiram nesta segunda-feira (22) em Trípoli em volta do quartel-general do líder líbio Muammar Gaddafi, horas após rebeldes terem assumido o controle da maior parte da capital.

Gaddafi chegou ao poder em 1969

Não havia informações sobre se Gaddafi estava no local, ou sobre qual seria seu paradeiro.

Rebeldes líbios celebram tomada da capital, Trípoli, nesta segunda-feira (22), enquanto dirigem pelo bairro de Qarqarsh. Tiroteios acontecem hoje em diversas partes da cidade (Foto: R7)

No começo da manhã (horário local), tanques saíram do QG de Gaddafi, conhecido como Bab al Azizia, e começaram a disparar, segundo um porta-voz dos rebeldes. Há intensa troca de tiros na área.

Os rebeldes encontraram pouca resistência à medida que avançavam pela cidade, assumindo rapidamente o controle do leste, sul e oeste da capital.

Um porta-voz dos rebeldes disse, entretanto, que forças pró-Gaddafi ainda controlam de 15% a 20% de Trípoli.

Ao longo da noite, multidões celebraram o avanço rebelde na praça Verde (antiga praça dos Mártires), palco, horas antes, de manifestações a favor do líder líbio.

Os rebeldes começaram a entrar em Trípoli na noite de sábado (20) e intensificaram os ataques durante o domingo. O confronto em diversas áreas da cidade deixou centenas de mortos.

O porta-voz do regime de Gaddafi, Moussa Ibrahim, disse que 1.300 pessoas foram mortas na cidade nas últimas 24 horas. O número não pode ser confirmado de forma independente.

Havia pontos de conflito em vários bairros, um deles no entorno do hotel que hospeda a imprensa internacional. Segundo o correspondente da BBC em Trípoli, Matthew Price, o local ainda estava sob poder do governo, mas rebeldes tentavam assumir o controle.

Filhos de Gaddafi

O TPI (Tribunal Penal Internacional) confirmou que um dos filhos de Gaddafi, Saif al Islam, foi capturado na capital. Ele era considerado o sucessor do pai no governo líbio.

Os rebeldes afirmam ainda que um outro filho de Gaddafi - Mohammed - teria se rendido, assim como a guarda pessoal do líder líbio, mas a informação não pode ser confirmada por fontes oficiais.

No início da madrugada, o canal de TV oficial do país foi tirado do ar, e a transmissão também foi interrompida na rede Al Libiya, que pertence a Saif al Islam.

Segundo moradores, os sinais foram interrompidos por grupos anti-Gaddafi. Há também muitos relatos de pessoas em Trípoli que estão conseguindo entrar na internet, cujo acesso havia sido cortado no início do conflito, há seis meses.

Fonte: R7