Política da nudez nem sempre obtém resultado, mas chama a atenção
Protestos sem roupa (ou quase sem) nem sempre dão resultado, mas chamam a atenção (Divulgação: R7)
Um exemplo são as ucranianas do grupo Femen, surgido em 2008. Elas não deixam passar em branco medidas arbitrárias, seja na Ucrânia, seja em países da região - e dão dor de cabeça às autoridades e à polícia. Na ação mais recente, no último dia 18, elas se manifestaram contra o governo da Geórgia, que acusou três fotógrafos de espionarem para o governo russo.
Dias antes, haviam tomado um chafariz no centro de Kiev. O alvo? O governo municipal, pela decisão de cortar o orçamento anual para o fornecimento de água quente por diversas semanas. O movimento delas deve incomodar: a página do grupo na internet (www.femen.org) saiu do ar no mês passado (motivos técnicos ou censura?)
Na Rússia, o premiê, Vladimir Putin, conta com um eleitorado bem ao gosto dele: no mês passado, um grupo de jovens se reuniu em frente à Universidade de Moscou para lavar carros - usando salto alto e o mínimo possível de roupas - em homenagem ao premiê. Elas dizem não ter motivação política, mas participam de uma comunidade chamada "Eu gosto do Putin" (tradução livre) em uma rede social, e afirmam que "não tiram o premiê da cabeça".
Putin não deve ter desaprovado, já que ele não esconde seu gosto (bastante compreensível) por mulheres bonitas (em junho ele contratou uma ex-miss como fotógrafa).
O presidente russo, Dmitri Medvedev, não fica para trás: recentemente ele apoiou a aprovação de uma lei que classifica a cerveja como bebida alcoólica de alta graduação. O apoio dele à medida motivou jovens do grupo "Medvedev, Nosso Presidente". Elas foram às ruas, de trajes mínimos, para convencer os adolescentes a parar de beber cerveja (além de apoiar a candidatura de Medvedev à Presidência russa).
O argumento delas é bom: o que os adolescentes preferem, garotas bonitas ou cerveja?
A ONG (organização não governamental) Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais, na sigla em inglês) é bastante chamativa em suas manifestações. No mês passado, garotas do grupo foram às ruas em Nova York para servir cachorros-quentes vegetarianos, como forma de protestar contra o consumo de carne. Para reforçar sua posição vegetariana, elas vestiam apenas "folhas de alface estrategicamente posicionadas".
Tracy Reiman, vice-presidente da Peta, diz que as "vegetarianas sexy são provas vivas de que parar de comer carne é um ótimo modo de ficar em forma, elegante e cheio de energia".
Fonte: R7
