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Mundo

Bolsas operam em baixa na Europa e na Ásia

No Japão, pessoas observam os índices das bolsas mundiais no painel de uma operadora . . (R7)

Após uma segunda-feira (8) tensa, em que as bolsas mundiais apresentaram quedas recordes, a terça-feira (9) começou menos caótica, porém ainda com índices em queda nas bolsas europeias e asiáticas.

Apesar de ainda operarem em queda, as bolsas europeias não atingiram níveis tão alarmantes em sua abertura quanto os de segunda-feira, quando o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos, que deixou de ter "triplo A", derrubou as bolsas mundiais. A tendência, no entanto, é que os mercados continuem operando em baixa durante todo o dia.

A bolsa de Paris abriu nesta terça com alta de 1,09% , seguida por uma queda, chegando a um índice negativo de 1,38%. Londres abriu em baixa de 0,57%, enquanto em Frankfurt a queda foi de 0,41%.

Madri abriu em alta de 1.98% e Milão, na Itália, com índice positivo em 0,53%. As operações na bolsa da Austrália, já encerradas por causa do horário, terminaram o dia em alta de 1,22%.

Na Ásia, os mercados ainda sentiam os efeitos da queda generalizada dos pregões anteriores. No Japão, o índice Nikkei fechou em baixa de 1,68%. O pior resultado do dia foi o apresentado pela bolsa de Hong Kong, que fechou em baixa de 4,95%.

O operador da IG Markets em Melbourn, Chris Welton, acredita que o pânico deve se dissipar nos próximos dias.

- As pessoas neste momento estão seguindo as emoções e não seu raciocínio. Há um pânico generalizado. As pessoas se perguntam o quanto mais vamos cair.

A opinião é partilhada por Hiroichi Nishi, diretor da SMBC Nikko Securities, no Japão.

- É provável que a venda em massa de ações continue no mundo todo, mas estamos próximos de ver o ponto final dessas vendas.

Medo da `Terça-feira Negra`

O medo dos mercados de que houvesse uma `terça-feira negra` remete ao dia 29 de outubro de 1929, a terça-feira após a histórica quebra da bolsa de Nova York. Neste dia, dezenas de acionistas falidos se suicidaram desesperados com as perdas financeiras.

O clima é de expectativa para as operações na Bolsa de Valores de São Paulo. Na segunda, a Bovespa teve um dia de pânico, se aproximou dos 10% de perdas no pior momento da sessão e ficou à beira de um circuit breaker (mecanismo que faz com que a bolsa pare de operar por dez minutos em caso de atingir 10% a menos do que no dia anterior).

O desespero que varreu as bolsas pelo mundo resultou em uma queda de 8,08% para a Bolsa brasileira, a maior desde 22 de outubro de 2008 (-10,18%), quando ocorreu o circuit breaker pela última vez. Nenhuma ação do índice fechou em alta.


O mercado doméstico teve uma das quedas mais acentuadas do mundo em razão da sua elevada liquidez e também por causa da sua dependência de commodities (ações de empresas ligadas a matérias-primas), ativos que são menos consumidos em tempos de desaceleração econômica global.

Brasil

Em entrevista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que "o Brasil está preparado para enfrentar a crise, mas não imune a ela."

- Os mercados estão nervosos porque perderam a confiança com a avaliação da economia norte-americana e a situação se agrava com a deterioração das bolsas.

Ele advertiu que "a sangria das Bolsas pode virar perda de riquezas" e que "não é o momento de pedir aumento de salário, já que não permitiremos aumento de gastos".

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as bolsas também fecharam com acentuada queda. O Dow Jones recuou 5,55% na mínima do dia. O S&P-500 caiu 6,66%, e o Nasdaq perdeu 6,90%.

Fonte: R7