Ao menos sete pessoas morreram em atentado em Oslo
Prédio em chamas após explosão de bomba em Oslo (Vinícius Assis/Arquivo Pessoal)
Assis contou por telefone ao R7 que estava procurando trabalho pela internet quando ouviu um barulho alto. As paredes e os vidros vibraram, e as janelas se abriram.
- O apartamento chegou a tremer um pouco. Eu pensei que pudesse ser um terremoto, por causa do estrondo e da vibração do vidro e das paredes. Foi muito rápido.
Pouco depois, um amigo do brasileiro chegou contando que se tratava de um atentado. O programador foi ao local do ataque para ver a situação e tirar fotos. Ele conta que costuma passar bastante por aqueles prédios, que ficam no caminho para a estação central de trem da cidade.
De acordo com ele, o clima nas ruas era mais de curiosidade do que de tensão.
- As pessoas estavam mais curiosas. Eu acho que o povo aqui é mais frio, então as pessoas estavam tentando entender o que estavam acontecendo e não em desespero, correndo.
Assis é de São José dos Campos, no interior de São Paulo, e mora no exterior há cerca de um ano - antes de Oslo, ele morava na Espanha. O objetivo dele é conseguir um trabalho. Apesar dos atentados, ele diz que está tranquilo, mas vai acompanhar os acontecimentos para decidir se fica na cidade. Até agora não há informações sobre o grupo responsável pelos ataques.
- Eu continuo procurando emprego. Vamos ver o que acontece. Se for ficando mais perigoso, aí não compensa ficar [no país]. É porque a gente não sabe se foi alguma coisa daqui, da política daqui, contra o governo. Isso é bem mais perigoso.
Fonte: R7
