Fita adesiva transparente: 83 anos de história
Certas coisas incorporaram-se de tal forma ao cotidiano das pessoas, que é difícil imaginar que foram inventadas por alguém e, em consequência, protegidas por patente em sua fase inicial. É o caso do zipper, do clipe de papel, da lâmina de barbear, e da fita adesiva transparente, lançada em 31 de janeiro de 1928.
A história de sua criação remonta ao ano de 1923. A empresa 3M, especializada na produção de lixas de papel, voltou-se para o problema que era cobrir a parte já laqueada de um automóvel a ser pintado em duas cores. E o jovem engenheiro Richard Drew começou a quebrar a cabeça para encontrar uma solução.
Tentativa e erro
Em 1925, ele apresentou uma espécie de fita crepe com cola apenas nas laterais, provavelmente por economia. Na prática, a aplicação não deu muito certo porque a fita não colava direito. Conta-se que um cliente, insatisfeito, devolveu uma encomenda, gritando furioso: "Leve esta porcaria de volta para o escocês do seu patrão!", referindo-se ao pão-durismo da firma. Foi assim que nasceu o nome da marca, Scotch, utilizado até hoje.
Em janeiro de 1928, surgiu um outro problema que precisava de solução: Um cliente desejava uma embalagem à prova de umidade para cabos de isolamento a serem utilizados em vagões refrigerados. Drew experimentou vários materiais, mas nenhum era suficientemente impermeável.
Foi aí que teve a idéia de tentar com o celofane, um material então relativamente novo no mercado. A própria 3M o utilizava para embalar as fitas adesivas de crepe que produzia. Drew aplicou então, no celofane, a cola utilizada naquelas fitas adesivas. O resultado não foi perfeito, mas animador, de forma que a 3M decidiu dar continuidade ao desenvolvimento da fita adesiva transparente. Foi uma decisão corajosa: as dificuldades em trabalhar o celofane eram tão grandes, que a empresa só as superou em 1930.
"Durex" no Brasil, "Tesa" na Alemanha: com o passar do tempo, a fita se tornou imprescindível em casa, no escritório, nas lojas e na produção industrial.
Fonte: DW-World.DE
