Redes sociais deixam estudantes mais estressados
Um novo estudo mostra que a maioria dos estudantes se estressa por ter que responder mensagens de texto na hora, fica nervoso se alguém não responde uma mensagem imediatamente e se preocupa se as mensagens que recebe são piadas.
Realizado pela MTV e pela agência de notícias Associated Press, o estudo mostra que ficar conectado o tempo todo tem um preço. Embora 57% dos estudantes tenham dito que a vida sem computadores e sem celulares os deixariam mais estressados, 25% contaram que seria um alívio.
A pesquisa com mais de 2.000 estudantes universitários descobriu que 90% deles tinham usado uma rede social como o Facebook na semana anterior. Quase o mesmo número de pessoas usam as mensagens de texto para marcar encontros com amigos e 66% relaxam ao ver filmes e programas de TV online.
Muitos dos alunos usam a tecnologia para pedir ajuda. Um em cada cinco deles diz ter postado mensagens públicas em redes sociais atrás de apoio emocional enquanto mais de 66% contam ter lido posts de amigos pedindo ajuda. As mulheres fazem mais esse tipo de postadas ou dizem tê-las lido mais do que os homens.
Segundo Mikolaj Jan Piskorski, professor da Escola de Administração de Harvard, que estudou as redes sociais, "essa capacidade de atingir os amigos e conseguir ajuda tem um preço, de ficar muito mais exposto, fazendo com que as pessoas fiquem mais visíveis e estressadas porque não conseguem controlar as mensagens sobre elas mesmas".
Ainda de acordo com a pesquisa, 80% dos estudantes dizem ser felizes, ainda que 60% tenham se sentido estressados para sair com os amigos, um aumento em relação aos últimos dois anos. Números parecidos também revelam que eles andam muito agitados para fazer os trabalhos escolares.
Apesar dos perigos e das promessas, as redes sociais recebem muitos elogios favoráveis. Oitenta e cinco por cento dizem que as redes sociais os tornam mais conectados às pessoas e 54% contam que o uso crescente da tecnologia facilita a proximidade com as pessoas, embora 28% deles digam que ela dificulta.
Segundo Kaitlin Solomon, aluna da Universidade Madison, "você tem uma relação melhor com alguém se vê a pessoa cara a cara, mas online você não estabelece esse tipo de conexão".
Ao reconhecer os limites da tecnologia, mais de oito em dez dizem que é melhor resolver conflitos pessoalmente. Por uma larga margem, os estudantes dizem preferir conversas cara a cara em vez das redes sociais.
Mesmo assim, muitos se escondem atrás da tecnologia. Cerca de 70% já participaram de discussões usando apenas mensagens de texto, mais ou menos a metade usou a tecnologia para evitar confrontos cara a cara e cerca de 60% monitoram alguém ao checar várias vezes seu perfil em uma rede social.
Quase todos eles enviaram e-mail na semana anterior, 75% acessaram notícias sobre esportes e entretenimento na rede e 66% disseram ter lido informações sobre fatos atuais. Quase 40% jogaram na internet (a maioria garotos) e fizeram compras (a maioria mulheres).
Um terço dos jovens usa computadores, celulares e ou consoles de videogames por seis horas ou mais diariamente. E quase 40% disseram estar conectados a pelo menos 500 amigos nas redes sociais, embora a maioria diga que interaja muito pouco com eles.
Fonte:R7
