Celso Amorim intervém no caso de brasileira torturada na Suíça
Chanceler pede para que diplomacia brasileira exiga esclarecimentos. Paula, que trabalhava legalmente no país, foi atacada e torturada por três neonazistas na noite de segunda-feira na cidade suíça de Dubendorf, na periferia de Zurique.
Sigla SVP, de partido direitista, marcada a estilete (Estadão)
O chanceler Celso Amorim decidiu intervir diretamente no caso da agressão da brasileira Paula Oliveira na Suíça. O ministro telefonou na manhã desta quinta-feira, 12, para a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitória Clever, e pediu para que a diplomata mantivesse pressão para que o caso fosse esclarecido. A imprensa suíça dá ainda pouco destaque ao caso, alegando que aguarda informações oficiais da polícia.
"O ministro Amorim afirmou estar muito preocupado", disse Vitória. A orientação do chanceler foi para que a diplomacia mantivesse pressão sobre as autoridades. O Ministério de Relações Exteriores da Suíça também informou ao Estado que está acompanhando o caso. A polícia de Zurique confirmou nesta quinta-feira, 12, que abriu uma investigação para descobrir em quais circunstâncias ocorreram os ataques contra a brasileira Paula. Um relatório preliminar.
Na última segunda-feira, ela foi atacada por neonazistas suíços na periferia da cidade. Grávida de três meses, Paula perdeu as gêmeas e permanece hospitalizada. "Abrimos uma investigação e precisamos de algum tempo para reunir provas", afirmou a porta-voz da polícia de Zurique Brigit Vogt. Nesta manhã, Vitória Clever, esteve reunida com a polícia local e foi informada de que haverá uma investigação. "Recebi garantias de que a polícia vai investigar o caso", disse Vitória.
Paula, que trabalhava legalmente no país, foi atacada e torturada por três neonazistas na noite de segunda-feira na cidade suíça de Dubendorf, na periferia de Zurique. Os agressores inscreveram, com um estilete, a sigla SVP - iniciais em alemão do Partido do Povo Suíço, de extrema direita - na barriga e nas pernas da brasileira. O ataque fez com que Paula, casada com um suíço, abortasse. Imprensa - Nos jornais e sites suíços, a notícia ainda recebe um destaque relativamente pequeno. O argumento dos jornais locais é de que vão esperar um posicionamento da polícia.
Fonte: Estadão
