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Brasil

Evangélico Vitor Belfort enfrentará amanha Chris Weidman no UFC!

Vitor Belfort Revela que encontrou Deus Através da Dor

Amanhã é dia do Brasil recuperar o cinturão dos médios no UFC! O duelo entre Vitor "The Phenom" Belfort e Chris Weidman é a luta mais esperada do ano.

O ‘Leão Velho’, como gosta de ser chamado, está mais firme que nunca. É o que Vitor Belfort, evangélico de 38 anos, garantiu na conversa com os jornalistas depois do treino aberto do UFC 187, em Las Vegas. O Fenômeno, que desafia o campeão peso médio, Chris Weidman, no co-main event da edição, destacou o momento na carreira e ainda aproveitou para provocar o norte-americano.

Belfort poderá entrar para a história e se tornar campeão em três categorias de peso diferente. Ele ganhou o título dos pesados nos primórdios da organização, em 1997, com apenas 19 anos, e conquistou o cinturão dos meio-pesados em 2004, e pode igualar as marcas de Randy Couture e BJ Penn na organização. O brasileiro exaltou o legado no esporte e se considera no melhor momento da carreira

“É o melhor momento da minha vida. Quantos lutadores vão conseguir deixar o legado que eu deixei? Sei que muita gente não me considera o campeão mais jovem (da história do UFC), mas eu tive que derrotar dois caras na mesma noite, sem luvas. O esporte era totalmente diferente. Com 19 anos, vim e conquistei, ganhei meu apelido, me tornei o campeão mais novo do UFC. Era outra organização que era dona do UFC, mas não se pode negar fatos”, afirmou o carioca. 


Vitor, que hoje é evangélico, contou que se converteu a Deus somente depois de sofrer a perda de sua irmã, que até hoje não se sabe o paradeiro. 'Nem mesmo quando sofri uma lesão no pescoço com a idade de 20 e que ameaçou acabar com sua carreira recorri a Deus. Mas foi a dor e a angústia de perder minha irmã que me levou a Cristo'.

O fato aconteceu em 2004, depois da conquista do título de Campeão Peso Médio Leve do UFC. Neste ano, sua irmã, sumiu depois de ter sido deixada por sua mãe no Centro do Rio.
A família nunca encontrou o corpo dela, mas ouviu histórias de que mais de 20 homens a estupraram e mataram na favela.

'Nós temos palavras para se você perdeu o seu marido, você é uma viúva, se você perdeu seu pai, você é um órfão, mas se você perdeu seu filho, eles não têm um nome para isso. Isso é muito doloroso que eles não têm um nome para isso,' disse Belfort.

Em meio à raiva e amargura, pensamentos de vingança o consumiram. Buscando uma maneira de amenizar sua dor, Belfort começou a orar. Foi através da oração que ele ouviu a voz de Deus: 'Filho, não importa como você olha, como você pensa sobre sua vida, sua irmã me pertencia.'

Foi nesse momento que Belfort disse que percebeu pela primeira vez a realidade de Deus.

- Acho que há duas maneiras de se chegar a Deus, pelo amor ou pela dor. A minha foi através da dor, afirmou Belfort. Agora, meu coração está em paz e meu relacionamento com minha família e com Deus é bom, compartilhou ele.


- Eu posso ver agora que através dessa tribulação, eu sou um novo homem. Eu sou um homem forte. Eu tenho amadurecido, disse Belfort. - -  - Eu não sou perfeito. Eu ainda luto com muitas coisas, mas é um processo. Eu estou no meio do processo e a cada dia eu tento provar a mim mesmo para que eu possa lutar por esse processo, que nunca termina.

Belfort disse que ele é frequentemente questionado sobre como ele pode participar de um esporte tão violento e ainda servir a Deus. Sua resposta é que futebol americano e hóquei também são violentos.

- Todo mundo é um lutador, disse ele.

UFC 187

neste sábado
A partir das 19h30 (de Brasília)
MGM Grand Garden, em Las Vegas, Estados Unidos


Assista o Testemundo do lutador Vitor Belfort,