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Brasil

Excesso de peso dos brasileiros alerta para a prevenção da obesidade

Nos dias de hoje a preocupação com o corpo tem levado os brasileiros a levarem uma vida mais saudável com a prática física e com bons hábitos alimentares. Mas, ainda assim, números da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas apontam que mais da metade da população no país está acima do peso e 17,5% são obesos.


A doença é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que pode ser constatada através do método de Índice de Massa Corpórea (IMC). De acordo com o endocrinologista, Raimundo Sotero, o paciente se encaixa em um perfil obeso quando “O cálculo do IMC, que é a multiplicação da altura dividido pelo peso, apresentar a faixa acima de 30. A faixa de 20 a 25 o indivíduo é considerado esbelto, de 25 a 30 com sobrepeso, 30 a 35 como obeso, 35 a 40 obeso severo e acima de 40 obeso mórbida”, afirma.

A obesidade é considerada fator de risco para doenças crônicas como diabetes e hipertensão e para alguns cânceres. Para o endocrinologista, o paciente que apresentar a faixa de IMC superior a 40 tem a maior propício a acumular outras doenças. “A partir daí, aparece problemas cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, dificuldade para andar, entre outras complicações” destaca o doutor.


Vários fatores podem influenciar na cauda da obesidade.  Entre eles, está a ingestão aumentada de calorias, diminuição da atividade física, idade, fatores genéticos e emocionais. Para o endocrinologista, a obesidade vem adquirindo proporções epidêmicas devido a urbanização da população que cada vez mais vive condicionada à rotina acelerada. 


“As pessoas em vieram da zona rural para as grandes cidades, passaram a estudar e também passaram a ter hábitos adequados a suas atividades. Na rotina corrida, as pessoas comem rápido na hora do desjejum, no almoço, no jantar, comem mal, comem rápido, comem errado, não fazem atividade física porque dizem que não tem tempo, abusa do cigarro por ansiedade, abusa de tranquilizantes. E tudo vai transformando o indivíduo apresentar um perfil obeso”, justifica Sotero.


De acordo com especialistas, a prevenção contra a doença passa pela execução de três meios que auxiliam no tratamento: redução de ingerência de calorias, aumento do gasto calórico e reorganização de comportamento. 
No entanto, antes desse planejamento, o primeiro passo para a cura da obesidade é o paciente ter consciência da gravidade que a doença pode causar, é o que pensa o doutor Raimundo Sotero. 


“Primeiro de tudo é querer ser curado, não procurar ajuda para satisfação a alguém. Depois, a pessoa precisa ter uma mudança de hábitos e ter regularidade na alimentação saudável e atividade física. Se não tiver tempo para fazer uma caminhada, uma corrida, qualquer movimentação corporal serve como subir uma escada, ir a pé para o trabalho, fazer serviços domésticas e outras práticas. O que não pode ocorrer é fazer esses exercícios sem ter uma frequência. Fazer duas, três vezes na semana não adianta porque o organismo baixa a queima de caloria, e o paciente fica como uma gangorra, hoje em cima, amanhã em baixo e o organismo não se regenera automaticamente. O mesmo acontece com a alimentação, o que você consome em excesso em um dia, em um final de semana, as vezes demora mais de 20 dias para perder. Então, para emagrecer é preciso ter consciência dessa mudança de rotina e hábitos”, finaliza o endocrinologista. 

Confira o vídeo:

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