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Brasil

Mário Jorge: um artilheiro pra ninguém botar defeito

Nascido em 18 de setembro de 1954, o atacante Mário Jorge começou a despertar interesse pelo futebol logo cedo. Aos 17 anos, foi jogar nas divisões de base do Cotinguiba e em 1973 conquistou o Campeonato de Juniores, marcando dois gols na prorrogação diante do Confiança.

Mário Jorge tem muito orgulho de Itaporanga, cidade natal, onde reside até hoje. Para o ex-atacante, o mais importante na vida é cultivar as amizades e fazer novos amigos.

Atalaia Agora - Mário quando você começou a jogar futebol?

Mário Jorge - Em 1973 nas divisões de base do Cotinguiba e nesse ano tive a felicidade de ser campeão e ainda marcar dois gols diante do Confiança. Tive a oportunidade ainda de atuar pelo Vasco, Olímpico, Sergipe, Confiança e Ipiranga.

Atalaia Agora - Qual a sua maior alegria no futebol?

Mário Jorge - Quando fui jogar no Sergipe, clube de maior torcida do estado. Lá consegui ser artilheiro durante três temporadas e conquistei dois títulos: 1982 e 1984. Graças a Deus fui artilheiro em todas as equipes que passei. Foi assim no Sergipe, Confiança, Olímpico, Vasco e Ipiranga.

Atalaia Agora - Qual foi a sua maior tristeza?

Mário Jorge - Tive algumas oportunidades de sair do futebol Sergipe, mas não deram certo. Uma delas foi para o Santa Cruz, mas na época preferi ficar próximo de minha família. Acabei jogando no Ipiranga, mas meu sonho era atuar numa equipe de maior projeção no futebol brasileiro.

Atalaia Agora - Em sua opinião, qual foi o melhor jogador do futebol sergipano?

Mário Jorge - Cipó atacante do Sergipe, o volante Edson que veio do Vasco e tive a oportunidade de fazer dupla de ataque com Deri. Pra mim esses três jogadores, todos do Sergipe, faziam a diferença na época. O time de 1980 era muito bom: Ajala, Eribaldo, Fiscina, Rubens e Cabral; Lauro, Ricardo, e Deri; Mário Jorge, Valdo e Mica.

Atalaia Agora - Em sua opinião, qual foi o melhor jogador de todos os tempos?

Mário Jorge - Pelé. Ele foi um jogador completo, cabeceava bem, batia com as duas pernas, responsável e dedicado, por isso era tido como um gênio.

Atalaia Agora - Em sua opinião quem foi o melhor jogador sergipano de todos os tempos?

Mário Jorge - Ricardo Alegria da Cidade, ponta do Sergipe. Ele era habilidoso, inteligente, cruzava bem e tinha um bom domínio de bola. Já Zé Luiz, o popular Requeijão, pra mim foi o melhor goleiro de todos os tempos, um gigante e que não soltava a bola no ar.