Relator do mensalão mineiro no Supremo deve propor abertura de ação penal
O STF (Supremo Tribunal Federal) deu início às 9h40 desta quarta-feira (4) ao julgamento do mensalão mineiro que vai decidir se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República e abre processo penal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por suposto esquema desvios de recursos públicos para sua campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Azeredo nega as acusações.
O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, iniciou a sessão do STF lendo a denúncia que recebeu da procuradoria. Azeredo não está presente.
Barbosa deve propor ao plenário da Corte a abertura de ação penal contra o senador, acusado pela Procuradoria de ter cometido crimes de peculato e lavagem de dinheiro durante a campanha em que perdeu para Itamar Franco. Se a ação for aberta, o tucano passará da condição de investigado à de réu.
De acordo com a denúncia que é analisada pelo Supremo, os crimes teriam participação do empresário Marcos Valério, apontado como operador do esquema. Na peça de acusação, a Procuradoria pede a abertura do inquérito contra Azeredo. O processo contra outros suspeitos, como Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha tucana, tramita na Justiça Federal de Minas Gerais.
Na denúncia enviada ao STF, o Ministério Público argumenta que houve desvio de recursos públicos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). E define o esquema como "embrião" do mensalão petista, escândalo revelado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) envolvendo supostos pagamentos para que deputados votassem a favor de projetos do governo em tramitação no Congresso.
Fonte: Agência Estado
