Protesto contra CPI da Petrobras reúne 2,5 mil no Rio
Ato organizado pela Federação Única dos Petroleiros acusa a oposição de tentar desmoralizar a empresa
Federação Única dos Petroleiros protesta contra CPI da Petrobras (Estadão)
Uma passeata em defesa da Petrobrás e contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura supostas irregularidades na estatal e na Agência Nacional do Petróleo (ANP), reuniu cerca de 2,5 mil pessoas de acordo com a Polícia Militar. O ato organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) acusou a oposição de instalar a CPI para desmoralizar a empresa e abrir caminho para a privatização.
"Este ato e a batalha contra CPI são apenas etapas da nossa luta para a alteração da Lei 9478 (que dispõe sobre a política energética nacional). Queremos restabelecer o monopólio da Petrobrás e que seja criado o Fundo Social Soberano de Investimento para que os lucros desta empresa pública sejam revertidos em investimentos em saúde, educação, previdência e infraestrutura", afirmou o coordenador geral da FUP, João Antônio de Moraes.
O ato interrompeu o tráfego de veículos por mais de uma hora na Avenida Rio Branco, uma das principais vias do Centro do Rio e provocou retenções em várias ruas da região. Ao final do protesto, os manifestantes deram as mãos ao redor do prédio sede da estatal na Avenida Chile para simbolizar o "abraço" a empresa.
A entrada principal do prédio foi fechada por seguranças. Os funcionários da estatal saíram por uma entrada lateral e a maioria não aderiu ao ato.
"A empresa vai bem da forma como está. Acho o ato válido, mas não sou a favor da estatização. Da mesma forma, acredito que privatizar a exploração da camada pré-sal traria prejuízos para os acionistas nacionais e estrangeiros, que esperam lucrar com isso", disse o funcionário Thiago Barra, que preferiu ir almoçar. Após o "abraço" ao prédio, os manifestantes cantaram o hino nacional no encerramento do protesto.
Fonte: Estadão
