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Brasil

Com dor no ombro, Diego vai treinar no sacrifício por Olimpíada

Diego Hypolito voltou aos treinos no Flamengo, pela manhã e à tarde, com duas horas de fisioterapia entre as duas sessões. Fernando Azevedo/Fla Imagem (Divulgação: R7)

Será a custa de muita dor no ombro esquerdo que Diego Hypolito seguirá atrás de seu maior sonho, que é uma medalha olímpica. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (16), no Flamengo, o ginasta explicou que deixará para passar por cirurgia depois dos Jogos de Londres (que vão de 27 de julho a 11 de agosto). Lá, competirá no solo, sua especialidade - e em que o ombro não sofre tanto impacto - e ainda irá decidir se disputará ainda o salto, onde acredita que pode chegar à final (e, então, "tudo pode acontecer", com relação a outra medalha).

Diego já passou por quatro cirurgias em sua carreira de atleta e agora se diz mais tranquilo porque voltou bem depois das outras, conseguindo superar dificuldades. Rumo a Londres, onde garantiu vaga (individual) no Mundial de Tóquio, em outubro, reiniciou os treinos nesta segunda-feira (16), que se seguirão diariamente, pela manhã e à tarde, com um intervalo de duas horas para fisioterapia.

- Vou chegar 100% à Olimpíada.

Segunda opção

Havia a opção de passar por uma operação agora e outra depois de Londres, mas Diego (que está com 25 anos), acredita que seria prejudicado com relação na preparação mais para frente, da Olimpíada do Rio de Janeiro-2016.

- A dor no ombro pode até piorar. Se fosse operado agora, seria uma solução para a dor, mas eu perderia musculatura e condição física no geral. E operação é sempre operação...

Diego explica que, no solo, consegue suportar as repetições - não compromete os exercícios de sua série, onde usa mais as pernas e as rotações do que os braços.

- É verdade que o nível mundial aumentou muito. Eu aumento o grau de dificuldade da série, mas sempre tem alguém que consegue chegar.

O ginasta explica que vai apostar em mais nas rotações para surpreender os rivais.

- Existem atletas que se valem mais de explosão muscular, mas eu sou o que tem mais rotações na série. E ainda vou aumentar, porque elas valem boa bonificação na nota. Para chegar a medalha, é preciso ter um diferencial.

Salto? Pode ser...

Argolas e cavalo são aparelhos que Diego não pode "nem pensar", mas o salto... Está em dúvida, porque acredita ter chance de ser finalista. O técnico Renato Araújo é contra - prefere o ginasta focado apenas no solo.

A fase competitiva de Diego deve começar por Cottbus, Alemanha, que em março recebe uma etapa da Copa do Mundo de Ginástica Artística (deve participar em quatro ou cinco delas, antes de seguir para Londres).

- Medalha olímpica é meu maior sonho. Não será a dor que vai me tirar da Olimpíada.

A Rede Record mostrará a Olimpíada de Londres 2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet, por meio do R7. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e da Olimpíada do Rio de Janeiro 2016.

Fonte: R7