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Brasil

PF cumpre mandados em Alagoas por envolvimento com "máfia israelense"

Agentes da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Alagoas, cumprem, na manhã desta sexta-feira (7) mandados de busca e apreensão em Maceió na operação Black Ops junto com a Receita Federal e Ministério Público Federal por envolvimento com a máfia israelense. O esquema envolve uma grande organização conhecida como "Abergil Family" (Clã Albergil), que está ligada a diversos esquemas ilícitos em diversos países, como agiotagem, prostituição, jogo ilegal e tráfico de drogas.

Além disso, a operação combate a importação irregular de veículos de luxo seminovos, de várias marcas e modelos, por israelenses e brasileiros. O grupo também é investigado pela exploração de máquinas caça-níqueis.

Os policiais estiveram em um edifício de luxo na Ponta Verde e em outro endereço. Nos dois mandados de busca e apreensão cumpridos em Maceió foram levados documentos e dois veículos Audi Q5.

Ao todo, 150 servidores da Receita e 500 policiais federais cumprem 22 mandados de prisão preventiva e 119 mandados de busca e apreensão, simultaneamente, em 12 estados e no Distrito Federal. A Receita informou ainda que os mandados, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Estado do Rio de Janeiro, abrangem escritórios das empresas relacionadas ao esquema, revendedoras de veículos, comissárias de despacho aduaneiro e residências das pessoas supostamente envolvidas, além da apreensão de veículos importados identificados como contrabandeados pelo grupo.

De acordo com a Receita, a importação de veículos usados, de modo geral, não é autorizada. Apenas veículos antigos, desde que com mais de 30 anos de fabricação para fins culturais e de coleção, podem ter a importação autorizada. São aceitos também nesses casos os veículos antigos como parte de herança aberta no exterior, e os importados por missões diplomáticas, repartições consulares e representações de organismos internacionais. O número de veículos importados, entre 2009 e 2011, por meio do esquema fraudulento pode ultrapassar 500.

A Receita Federal informou que durante as investigações contou com a ajuda da polícia de imigração e alfândega dos Estados Unidos que compartilhou informações e documentos referentes às operações de importação suspeitas. O intercâmbio de informações foi possível graças ao Acordo de Assistência Mútua entre as administrações aduaneiras.

Será realizado bloqueio bens estimados no valor de R$50 milhões.

Os presos poderão responder pelos crimes de contrabando e comércio ilegal de pedras preciosas, crime contra a economia popular, formação de quadrilha, crimes contra ordem tributária, lavagem de capitais, evasão de divisas, e outros delitos, estando sujeitos, de acordo com a participação, a penas de até 10 anos de prisão as quais poderão ser acumuladas ou aumentadas.

A investigação contou com o apoio externo de agências de inteligência de Israel, da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Fonte: TudonaHora