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Brasil

PM registra o assassinato do 18º morador de rua de AL deste ano

A Polícia Militar (PM) registrou, na madrugada deste sábado (17), o assassinato do 18º morador de rua de Alagoas deste ano. A vítima foi identificada como Eronildes Siqueira, 36 anos, e foi morta a tiros quando se encontrava deitada em uma calçada da Rua Virgílio Guedes, no bairro Ponta Grossa, em Maceió.

Segundo informações colhidas pela PM, o Eronildes Siqueira morava nas ruas por ter se tornado alcoólatra, no entanto, ele possuía familiares. O padrasto da vítima, identificado como José Frederico da Silva, esteve no local do crime, mas se negou a prestar qualquer esclarecimento.

A última morte de um morador de rua havia sido registrada pela PM na última quarta-feira (14), em frente a uma das bilheterias do estádio Rei Pelé, no bairro do Trapiche da Barra. A vítima, que não foi identificada, foi morta a pedradas segundo os peritos do Instituto de Criminalística.

No dia 6 de setembro Genivaldo Ferreira dos Santos, 32 anos, conhecido como "Gago", foi morto a pedradas no prédio do antigo Alagoinha Iate Clube, no bairro da Ponta Verde.

Matança de moradores

Em julho deste ano, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) entregou relatório sobre a série de execuções de moradores de rua ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares. Na oportunidade, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Gilberto Irineu, cobrou que o Ministério Público Estadual (MPE) ajudasse na elucidação dos crimes.

"Queremos que o MP designe um promotor para acompanhar as investigações, apurando se em todos os crimes foram instaurados inquéritos policiais", frisou à época o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL. A elaboração do relatório contou com a participação do Comitê Intersetorial de Acompanhamento, Monitoramento e Apoio a População em Situação de Rua em Maceió.

No ano passado, Alagoas chegou a ganhar destaque internacional pelo grande número de morte de moradores de rua no Estado. Foram mais de 30 assassinatos, o que levou o Estado a ficar na mira de organismos internacionais de proteção aos Direitos Humanos.

Fonte: TudonaHora