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Brasil

Jarbas apresenta projeto que restringe indicações políticas em empresas públicas

A proposta de Jarbas prevê que apenas funcionários de carreira ocupem as diretorias financeiras das estatais

O senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) apresentou nesta quarta-feira no Senado projeto de lei que restringe as indicações políticas para as diretorias financeiras de empresas públicas, estatais e autarquias. O senador havia prometido elaborar o projeto desde o episódio em que fez duras críticas ao PMDB --partido que reivindica maior poder no comando de estatais.

A proposta de Jarbas prevê que apenas funcionários de carreira ocupem as diretorias financeiras das estatais. "O projeto objetiva o fim da indicação político-partidária para as diretorias financeiras das estatais. A classe política, se tivesse bom senso, deveria ficar a quilômetros de distância de qualquer diretoria financeira", afirmou.

Jarbas argumenta que, além de fundamentação técnica, o diretor financeiro tenha comprometimento com a empresa pública para evitar desvios na instituição.

"É necessário que [o servidor] possua profundas raízes, comprometimento e, ousamos afirmar, amor pela instituição, que, assim como aporta na empresa, dela pode arribar sem qualquer remorso. Ele não possui o vínculo que, a nosso ver, é requisito para quem tenha a atribuição de gerir as finanças de uma empresa estatal", disse o peemedebista.
Críticas

No final de fevereiro, Jarbas denunciou a existência de corrupção dentro do PMDB ao afirmar, em entrevista à revista "Veja", que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção". O senador disse que o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. Jarbas também classificou de um "completo retrocesso" a escolha do senador José Sarney (PMDB-AP) para presidir o Senado, além de atacar o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).

A entrevista provocou a irritação da cúpula da legenda, em especial do grupo ligado a Renan. Depois das denúncias, Jarbas foi escolhido por colegas para coordenar ações anti-corrupção no Legislativo. O parlamentar, porém, disse que não vai se transformar em um "paladino anti-corrupção", mas prometeu apresentar medidas concretas para moralizar o Congresso.

Fonte: Folha OnLine