A8SE Icone

Brasil

SP: casas são saqueadas após deslizamento

Deslizamento no Jardim Eldorado, na zona sul de São Paulo, deixou dois mortos na tarde de quinta-feira (7) (Foto: R7)

As casas atingidas por um deslizamento de terra no Jardim Eldorado, na zona sul de São Paulo, onde uma criança e uma adolescente morreram soterradas, foram saqueadas na madrugada desta sexta-feira (8). De acordo com informações da Rede Record, o local está interditado, mas muitos tentaram pegar móveis e eletrodomésticos das casas que não desabaram. Durante a madrugada, moradores fizeram uma grande fogueira para tentar preservar o local e se esquentar do frio. Já a Polícia Militar afirmou que não foram saques, mas sim vários moradores resgatando seus pertences.

A Defesa Civil de São Paulo interditou 50 casas na comunidade depois do deslizamento de terra. Além da área dos barrancos, de 7.000 m², houve interdição de mais 1.200 m² na região, que ainda corre riscos de desabar. Em nota divulgada pela Prefeitura de São Paulo, a atitude foi tomada para "evitar riscos". Nove casas foram atingidas com o acidente e três ficaram totalmente destruídas, segundo informou o Corpo de Bombeiros.

A Sehab (Secretaria Municipal de Habitação) informou que em cerca de um ano e meio, 350 famílias foram transferidas por meio do programa de Aluguel Social, que proporciona a locação de um imóvel provisório, até a entrega da moradia definitiva. A área é considerada de risco e passava por obras de contenção de encosta.

Duas pessoas morreram soterradas no deslizamento, um menino de três anos e uma adolescente de 17 anos. Ela morava com o namorado e estava grávida de quatro meses. Yohan de Jesus morava com a família e não conseguiu sair a tempo de um dos cômodos da casa na hora que a terra cedeu. Seu irmão mais velho conseguiu correr a tempo, segundo o pai, Fernando de Jesus.

- Minha esposa e meus filhos estavam em casa. A sorte é que deu tempo deles correrem para o quarto onde não desabou. Mas acabou ficando meu filho pequenininho, o Yohan.

Momentos antes de encontrar o corpo do menino, Fernando afirmou que já havia avisado à Prefeitura de São Paulo que a área corria o risco de desabar. Ele morava há um ano na região.

- Chegamos a parar a obra. Mas a prefeitura disse que não corríamos riscos.

Segundo Ricardo Sampaio, coordenador do programa de mananciais da Secretaria de Habitação de São Paulo, a prefeitura não foi informada deste risco. De acordo com ele, se soubessem, eles teriam tomado providências. 422 famílias já tinham sido retiradas da região porque sabiam do risco, segundo o coordenador.

O secretário da habitação da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Pereira Leite, informou que dez casas devem ser definitivamente interditadas na região.

Fonte:R7