Ao participar da sessão solene de julgamento dos processos de anistia, nesta segunda-feira (18), o governador de Sergipe, Marcelo Deda (PT) disse que o ato revela a história de homens e mulheres que sofreram para que a atual geração não sofresse.
"É, na prática, um pedido de desculpas e de perdão do Estado que, em determinado momento, esteve sob um regime que reagiu com dureza contra pessoas que, apenas, lutavam por um país melhor", afirmou, ressaltando que a tortura é "inominável". "Desejo que nós jamais nos esqueçamos do que aconteceu", completou.
De acordo com o presidente nacional da Ordem, Cezar Britto, a solenidade foi uma celebração histórica. "É o Estado brasileiro pedindo perdão a vários cidadãos que acreditaram e lutaram para que a democracia voltasse, como de fato voltou com o marco havido no dia 05 de outubro de 1988, a Constituição-Cidadã brasileira", disse.
Ele ressaltou que o pedido de perdão se dá porque o Estado "rasgou" a Constituição. "Aqui, o Estado brasileiro reconhece que Sergipe resistiu à ditadura militar tendo um governador eleito, João de Seixas Dória, afastado, porque se manteve firme aos ideais democráticos", completou Britto.