Tarso diz que Estado perde perdão aos cidadãos
Para o ministro Tarso Genro (foto), a tortura não pode ser objeto de lei da anistia porque ela não alcança os torturadores. Segundo ele, os torturados têm orgulho de se expor.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, revelou nesta segunda-feira (18), em Aracaju (SE) que a caravana da anistia é uma forma de o Estado pedir "perdão" pelas torturas praticadas contra cidadãos que lutaram por dias melhores nas décadas de 60 e 70, durante o regime militar.
"Com a caravana da anistia queremos semear no país a idéia de que o processo democrático vai avançar ainda mais", afirmou Tarso, ao ressaltar a importância de se reportar ao passado. "Quem não olha para o passado, não para de onde veio e nem para onde vai", completou o ministro.
Para ele, a tortura não pode ser objeto de lei da anistia porque ela não alcança os torturadores. "Estas pessoas que estão sendo anistiadas têm orgulho de estarem sendo expostas. Quem torturou, não", disse o ministro que abriu a solenidade de julgamento de 34 processos de anistiados sergipanos.
