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Sergipe

Prédio condenado pela Defesa Civil aloja desabrigados

O antigo prédio do edifício Casarão do Parque, que está abandonado, localizado na esquina das ruas Capela e Propriá, no centro da capital, voltou a ser ocupado por desabrigados. O imóvel foi interditado pela Defesa Civil, através de determinação do Ministério Público Estadual há oito anos. "O prédio não possui a menor condição de habitabilidade. Não possui energia, água encanada e está com a estrutura totalmente fragilizada. Pode ocorrer desabamento. È necessário que essas pessoas saiam o mais rápido possível do imóvel", alerta o engenheiro da Defesa Civil, José Roberto Oliveira.

Sem energia (Foto: Kátia Susanna)

Fachada do prédio (Foto:Kátia Susanna)

No local é possível encontrar colchonetes, roupas, algumas malas fechadas, várias sombrinhas e até uma gaiola com passarinho. O vigilante Mauro Santos, que trabalha em uma empresa vizinha disse que as pessoas dormem no prédio e passam o dia perambulando pelas ruas.

"Eles são pedintes, catadores de lixo e meninos de rua. Mas, também há pessoas que saem arrumadas como se fossem para algum trabalho fixo. Tem de tudo aí", falou Santos, acrescentando que sempre fica em alerta. "Passar no final da tarde ou à noite em frente ao prédio é se arriscar muito", disse.

Interior do prédio (Foto:Kátia Susanna)

De acordo com o engenheiro da Defesa Civil, Roberto Oliveira, a situação será comunicada a Secretaria de Estado da Inclusão Social e Desenvolvimento (Seides) para que os moradores sejam retirados do local. Ele explica que devido as fortes chuvas, a Defesa Civil Estadual está com várias demandas e que o ideal seria que houvesse um órgão municipal.

"A Defesa Municipal já existe no papel, mas até agora não funciona na prática. A vistoria em prédios abandonados no centro da cidade deve acontecer o mais rápido possível", afirmou Oliveira.

Edificio Casarão do Parque (Foto:Kátia Susanna)

Insegurança - A ocupação indevida do prédio abandonado também está causando problemas às pessoas que trabalham ou moram próximo ao local. Além do mau cheiro exalado, a procedência das pessoas que estão alojadas é questionada. "Passo por aqui todos os dias e tenho muito medo. As pessoas que moram ai ficam sempre no escuro e nunca sabemos o que pode acontecer", falou a vendedora Luciana Ramos, que passa próximo ao local todas as noites. Da mesma opinião compartilha o cabeleireiro João Quaresma. Ele disse que já viu várias pessoas entrando com objetos de procedência duvidosa. "Na verdade esse prédio é um esconderijo", falou.

Estrutura danificada (Foto:Kátia Susanna)