A8SE Icone

Sergipe

Famílias desabrigadas deixam Morro do Avião

Família prepara a mudança do Morro do Avião para o bairro Santos Dumont (Ká Susanna)

A chuva deu uma trégua em Aracaju, mas em vários bairros a situação continua crítica. No Morro do Avião, bairro Santa Maria, o risco de desabamento de barracos ainda é uma realidade. Desde cedo equipes da Prefeitura de Aracaju estão no local fazendo a transferência de famílias para uma área segura. No local, 1.500 pessoas foram atingidas as fortes chuvas que vêm caindo em toda a capital desde o final de semana passado.

Hoje (14) 11 famílias foram encaminhadas para o galpão situado no bairro Santos Dumont, onde já estão alojadas outras oito também do Morro do Avião que foram transferidas no dia de ontem.

Ao todo 40 barracos foram condenados pela Defesa Civil durante vistoria realizada na terça-feira (12). A maioria já foi demolida. A pretensão da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania é retirar as demais famílias até amanhã.

Sofrimento e esperança

Desde domingo passado que o catador de papelão, Laio Luan Santos , estava abrigado com mais duas filhas pequenas no barraco do vizinho. " Meu barraco veio abaixo com a forte chuva que caiu no final de semana. Perdi o pouco que tinha. Se não fosse a solidariedade do vizinho estaria dormindo ao relento com minhas filhas. O sofrimento é grande", resume ele.

Laio Lua)n foi um dos transferidos na manhã de hoje (14) para o galpão do bairro Siqueira Campos. "Estou aliviado porque minha família vai ficar num local seguro", reforça. A desempregada, Luana França Bomfim, também não escondeu a alegria na hora da mudança. "Estou alegre porque a moradia no Morro do Avião é desumana. O barraco que morava com minhas duas filhas desabou e não tinha como montar outro", lembra ela.

Lama e desespero

O maquinário chegou cedo ao Morro do Avião para derrubar os barracos condenados pela Defesa Civil (.)

No Morro do Avião moram 400 famílias. Os alojamentos são precários. A grande maioria dos barracos é de apenas um cômodo que chega a abrigar até oito pessoas da mesma família. As maiores vítimas da situação são as crianças que enfrentam todo tipo de privação.
"Queremos moradia digna. Estamos aqui por não temos condições de pagar aluguel ou mesmo de construir uma casa", lamenta o catador, José Manoel Gomes. A esperança para quem vai continuar no Morro do Avião é que a Prefeitura agilize o processo de urbanização do bairro, dando um atenção especial as famílias que não têm onde morar