Crise obriga empresa têxtil dá férias coletivas
Cerca de 350 funcionários da Santista Têxtil entrarão em férias coletivas de 1º a 10 de junho. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil de Sergipe (Sinditêxtil), a empresa, localizada no município de Nossa Senhora do Socorro, alega dificuldades para escoar a produção. "A direção nos procurou e passou a situação do grupo. Eles alegam que tem dois milhões de metros de tecido estocados", conta o secretário de finanças do sindicato, Gilson Gama dos Santos.
De acordo com o Sinditextil, a diretoria da Santista informou que se a crise continuar afetando a venda dos tecidos, a empresa vai apresentar uma proposta de redução de jornada de trabalho. Isso porque o grupo deverá reduzir a produção em torno de 18%. "Consequentemente, haverá diminuição de salários. Será um caos para a gente que ganha um salário arrochadíssimo", lamenta Gilson Gama, acrescentando que o trabalhador do setor recebe a partir de R$ 475. Maio é a data base dos trabalhadores desse ramo e a primeira rodada da discussão da proposta salarial 2009 começa na próxima terça-feira (19).
Vale lembrar que em maio deste ano, cerca de 800 trabalhadores que prestam serviços para o grupo Vila Romana, entraram em férias coletivas. A previsão é de que retornem à linha de produção nesta sexta-feira (15).
Histórico - A crise têxtil em Sergipe começou a ficar mais evidente no final de 2007, quando 470 trabalhadores entraram em férias coletivas. A previsão era de que eles voltassem a seus postos em 2 de janeiro de 2008, mas todos foram demitidos, de acordo com o Sinditêxtil. No final do ano passado, a Fábrica Confiança, que ficava no Bairro Santo Antônio fechou alegando falência. Cerca de 400 funcionários ficaram desempregados. "O Sinditêxtil entrou com um processo na justiça do trabalho e ainda esperamos a decisão sobre o pagamento do seguro desemprego", conta Gilson Gama, que contabiliza, ao todo, a perda de 1200 postos de trabalho no setor.
