Empresários formam comissão contra exagero de gastos públicos
Durante a 2ª edição do ‘Café com Negócios`, realizada na manhã do dia 08 na Acese, foi formada uma comissão composta por empresários com o objetivo de solicitar ao governador, a implantação do Sistema de Administração Financeira dos Estados e Municípios
Reunião de empresários (Foto: Divulgação)
Durante a 2ª edição do ‘Café com Negócios`, realizada na manhã desta sexta-feira (08) na Associação Comercial de Sergipe (Acese) foi formada uma comissão composta por diversos empresários com o objetivo de solicitar ao governador Marcelo Déda - via documento formal - a implantação do Sistema de Administração Financeira dos Estados e Municípios (Siafem) em Sergipe, cujo objetivo é transformar as contas públicas mais transparentes.
O encontro teve presença cativa do palestrante, economista e consultor da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco. Após palestra inicial do convidado, o empresário e presidente da Acese, Sadí Gitz, mostrou interesse me realizar ações com o objetivo de cobrar a implantação do Siafem, assim como também de incentivar a fiscalização e transparência dos gastos públicos no Estado e para isto, colocou-se à disposição da ONG Contas Abertas.
Durante este encontro, Gil Castelo Branco o governo sergipano não teria se interessado em implantar o sistema por aqui alegando que o mesmo teria um custo alto para ser implantado. Ainda em sua fala, o economista fez questão de relacionar a fiscalização dos investimentos de recursos públicos à melhoria dos gastos destes, o que geraria melhores proveitos à população.
Dados apresentados durante o evento demonstram que o Brasil está na coluna do meio em relação à estatística dos mais corruptos, juntamente com países como Peru, Suriname e Marrocos. Integram o grupo dos líderes de corrupção Congo, Guiné, Sudão e Haiti, enquanto que Suécia, Suíça, Holanda e Canadá, entre outros, figuram no grupo dos menos corruptos.
Na opinião de Gil Castelo Branco, fatores como a imunidade parlamentar, o excesso no sigilo bancário, falta de transparência nos gastos públicos, o foro privilegiado para autoridades e a impunidade, entre outros, contribuem sobremaneira para a continuidade da corrupção no país.
