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Sergipe

Chuvas agravam situação de famílias alojadas em galpão

Com as fortes chuvas a situação das 120 famílias que estão alojadas em um galpão, localizado na Rua Amapá, no bairro Siqueira Campos se agravou. O pior é que a Secretaria de Estado da Inclusão e Desenvolvimento ainda não possui uma data definida para a retirada das famílias do local. De acordo com informações da assessora de comunicação da Secretaria de Inclusão, Karine Barbosa, um outro galpão que comporta cerca de 20 famílias já foi providenciado, mas por não haver divisórias as famílias se negaram a ir.

Moradores do Galpão (Foto: Douglas Magalhães)



"O galpão está pronto, mas divisórias só vão chegar em 15 dias. Por isso, as famílias disseram que não vão se mudar", falou a assessora, acrescentando que o novo galpão possui banheiros e lavanderia.

Galpão no bairro Siqueira Campos (Foto: Douglas Magalhães)



No local, a situação é deplorável. Uma favela coberta. As 400 pessoas entre adultos e crianças tentam conviver em harmonia, mas não escondem a agonia para a saída do galpão. "Gostaria muito de ganhar uma casa. Está difícil viver aqui. Já não sei mais o que fazer. Com as chuvas, há goteiras por toda parte, as crianças ficam doentes. É uma situação humilhante", disse a moradora Maria Barbosa, que vive em um barraco com o marido e quatro crianças.

Sem condições sanitárias (Foto: Douglas Magalhães)



As famílias estão no local há quase um ano. Primeiro, elas foram expulsas de um prédio em construção na orla da Atalaia, depois ocuparam o kartódromo, na Avenida Maranhão onde, mais uma vez, foram expulsas.

Diante do caos, o governo decidiu colocar os desabrigados no galpão do Siqueira Campos com a promessa de que passariam poucos dias. Até hoje todos estão no mesmo local e com poucas perspectivas de mudança.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Inclusão Social todas as 120 famílias estão cadastradas e serão beneficiadas com casas. Os imóveis estão em fase de construção no conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro.