Alunos do colégio José Cardoso de Alencar sofrem com falta de estrutura
Reclamações feitas por pais, professores e alunos do colégio José Cardoso de Alencar, localizado no conjunto Bugio, zona norte da capital, levou a direção da Escola e representantes da Secretária de Educação ao Ministério Público para esclarecimentos sobre a estrutura física e pedagógica da Escola. A audiência foi realizada na manhã desta quinta-feira (07), pela promotoria de Educação que ouviu denúncias sobre os banheiros quebrados, falta de higiene nos corredores, salas sem ventilação e até mesmo falta planejamento pedagógico.
Audiência no MP (Foto:Kátia Susanna)
Área interna do José de Alencar (Foto:Kátia Susanna)
O promotor de Justiça Fausto Luis determinou um prazo de quinze dias para que a Escola solucione os problemas de comunicação e de estrutura. "Queremos que haja uma harmonia entre a direção do colégio Alencar Cardoso, professores e alunos. Também já solicitamos que o colégio possa enviar a relação de todos os alunos que não estão freqüentando a escola para as devidas providências", ressaltou o promotor.
A diretora do DEA, Nadia Maria Silva, disse na audiência que as providencias estão sendo tomadas para que o colégio passe urgentemente por uma reforma. "Como os alunos ainda estão em aula não temos como fazer uma reforma completa. Nós já começamos a fazer pequenos reparos, mas a reforma completa ainda não tem data para começar", disse Nadia Maria Silva.
Área interna do José de Alencar (Foto:Katia Susanna)
Segundo o diretor da União sergipana de Estudantes Secundaristas (USES), os alunos podem deixar de assistir as aulas. "Estudei nessa escola durante dez anos e o José Alencar era uma referência no Bugio. Mas com essa direção vejo que as coisas pioraram bastante porque não existe uma comunicação entre alunos, professores e direção. Além da falta de estrutura física, nenhum projeto é apresentado", denunciou Cleverton Gouveia.
Para os alunos falta empenho em resolver os problemas. "Estudo aqui há três anos e estou vendo a situação piorando a cada dia. Assisto às aulas e não tenho coragem de entrar nos banheiros tanto pela falta de higiene e de vasos e torneiras quebradas", relata a presidente do grêmio, Crislane Soraya Silva.
A diretora do colégio José Alencar, Claudete dos Santos disse que é oriunda da Escola e que conhecia bem o perfil dos alunos e por isso fui convidada a assumir a direção. "Estou trabalhando a menos de dezoito meses e tenho encontrado resistência de alguns alunos para a realização das mudanças. Já solicitei apoio a DEA para que reformulemos o planejamento pedagógico", disse Claudete.
