O governador Marcelo Déda (PT) pode conceder um reajuste salarial ao servidor público variável entre 15,8%, observando o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e 21,89%, tomando como parâmetro o limite máximo de gastos com pessoal permitido pela mesma lei.
Os índices foram apresentados hoje (6) aos deputados estaduais pelo economista Luiz Moura, que coordena o Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômico (Dieese).
Atendendo a convite do deputado estadual Venâncio Fonseca (PP), aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa, Moura fez uma explanação detalhes sobre o comportamento financeiro do Estado, apontando crescimento na receita e a possibilidade de um reajuste maior do que o que deve ser anunciado pelo governador.
"Não quero levar em conta se a análise está certa ou errada. O estudo feito pelo Dieese é de 2008 e não serve para que o governo estabeleça seus parâmetros agora", afirmou o o líder do governo na Assembleia, deputado estadual Francisco Gualberto (PT). Ele lembrou que em 2008 o governo do Estado concedeu reajuste linear de 5%, sendo que a inflação acumulada foi de 4,76%. "Mas há 16 anos neste Estado um reajuste salarial não ganhava da inflação".
Gualberto disse que não "vamos deixar que ninguém engane a população dizendo que o governador pode dar 15% ou 21% usando o estudo do Dieese de má-fé", reagiu, referindo-se aos deputados de oposição. "Mas nós sabíamos que a oposição só queria ouvir de Luiz Moura os números sobre o reajuste, na visão do Dieese. Tanta coisa importante sobre a economia foi dita aqui, mas nada disso interessa a eles", criticou o líder petista.
Ele disse que jamais irá responsabilizar o representante do Dieese pelas explicações obtidas e passadas no Parlamento, até porque sabe que a oposição vai fazer uso político dos números e a situação irá combater. "O estudo do Dieese pode estar correto, mas nosso governo precisa se basear no comportamento da economia no último quadrimestre deste ano para ter uma noção de como vai ser o futuro. Essa é a nossa divergência com o Dieese", explicou, adiantando que o "governador Marcelo Déda está muito atendo aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e não irá enganar os servidores em momento algum".