Cerâmicas estão na mira do Ibama
Desde o final do ano passado o Ibama em parceria com o Ministério Público Estadual, Adema e Pelotão Ambiental estão desenvolvendo um trabalho de monitoramento e fiscalização nas cerâmicas instaladas em Sergipe. O principal objetivo é realizar um ordenamento da atividade de extração mineral e fabricação de produtos cerâmicos, principalmente na região sul do estado.
A ação também tem por meta definir ações mitigatórias por parte dos empreendedores com o intuito de minimizar os danos causados durante a extração de minerais, bem como a recuperação das áreas degradadas. É o que explica o superintendente do Ibama, em Sergipe, Manoel Resende Neto ao acrescentar que o trabalho iniciou desde o final do ano passado.
De acordo com o Superintendente, o primeiro passo é a convocação dos ceramistas para cadastramento na sede do Ibama. Ele afirma que a medida visa fazer um cadastro único dos ceramistas que atuam em Sergipe, o que vai facilitar o monitoramento das atividades do setor por parte do órgão.
Fiscalização
Com o banco de dados concluído, equipes do Ibama vão cair em campo para fiscalizar as atividades no sentido de combater possíveis irregularidades que estejam ocorrendo durante a extração da matéria-prima para produção de tijolos, telhas, blocos e afins. A preocupação do Ibama também é focada na extração de madeira para abastecer as fornalhas das fábricas. "Nós queremos saber a quantidade da madeira utilizada por essas fabricas e conhecer a relação de trabalho dos ceramistas", destacou Resende.
Em Sergipe, atualmente funcionam 90 cerâmicas, com geração de 3,5 mil empregos diretos e uma exportação que chega a 70% da produção. A grande maioria desses empreendimentos é concentrada na região sul de Sergipe.
