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Sergipe

Campanha da Fraternidade é tema de debate

Pároco debateu sobre a "Fraternidade e Segurança Pública: a paz é fruto da Justiça", a convite do deputado André Moura (foto) e do deputado Garibalde Mendonça.

Atendendo a um requerimento dos deputados estaduais André Moura (PSC) e Garibalde Mendonça (PMDB), o padre Jerônimo Peixoto, pároco da Catedral Metropolitana de Aracaju e representando a Arquidiocese da capital, esteve durante a sessão desta terça-feira (5) proferindo palestra na Assembleia Legislativa sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2009.

Este ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu como tema "Fraternidade e Segurança Pública", com o lema "A paz é fruto da Justiça".


Segundo o padre, quando a Igreja Católica teve a ideia de discutir este tema pensou, sobretudo, na insegurança que campeia nosso país, baseado em diversas discussões com as dioceses, pastorais sociais, tendo à frente a Pastoral Carcerária. Padre Jerônimo, que esteve acompanhado do padre Rogério Santana, coordenador da CF em Sergipe, lembrou que embora a Campanha da Fraternidade, em termos de divulgação, seja realizada no período da Quaresma, durante todo ano ela deve ser trabalhada em todos os segmentos da sociedade, razão pela qual estava presente hoje à Casa Legislativa.


Ele explicou que quando escolheu trabalhar o lema "A paz é fruto da justiça", baseado no texto bíblico de Isaías 31.17, tinha-se a ideia de pensar dois grandes subtemas: o da paz e o da justiça, ambos muito caros a esta Casa Legislativa. "Aqui devem ser envidados todos os esforços para que, de fato, a paz possa acontecer como conseqüência da justiça que é buscada", disse.


Padre Jerônimo disse que muitas vezes, ao olhar para a atual sociedade tão violenta é comum as pessoas pensarem muitas vezes que o combate à violência é responsabilidade apenas da instituição estadual. "Nós queremos dizer que a problemática da violência é muito mais ampla e diz respeito individualmente a cada cidadão", ressaltou. Na sua visão, não adianta nada se exigir justiça e a paz daqueles que são nossos representantes se na família não existir esforço. "É necessário, antes de tudo, propormos a paz como uma cultura a ser construída por cada ser humano", afirmou.


Ele disse que alguns objetivos específicos foram propostos pela CNBB que ajudarão a concretizar essa grande discussão e construção da cultura de paz nos âmbitos pessoal, social e familiar. Um deles é desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social. Outro objetivo é denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns. Segundo padre Jerônimo, é muito interessante que se pense um pouco sobre a questão dos privilégios, porque todo privilégio gera exclusão.