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Sergipe

Criação de central de cooperativas é discutida

A criação de uma central de cooperativas de citricultores foi discutida nesta terça-feira(05) no município de Umbaúba. O público do evento foi formado por produtores de laranja de 14 municípios de Sergipe e ainda compreendeu a presença do Secretário da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri), Paulo Viana, do Presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Jefferson Feitosa de Carvalho, do prefeito de Umbaúba, Anderson Farias e representantes de classes sociais e de instituições financeiras.

O curso, que é um desdobramento de reuniões anteriores ocorridas sobre o assunto, consiste em apresentar as propostas elaboradas pela comissão provisória dos citricultores sobre a criação de uma central de cooperativas. A capacitação tambem objetiva alicerçar a criação de cooperativas nos municípios que ainda não as possuem e reestruturar as já existentes.

Na programação, o seminário abordou temas relacionados ao cooperativismo na região. O intuito dessa medida é prestar esclarecimentos sobre o assunto, uma vez que o encaminhamento final é a criação de uma cooperativa central da região citrícola e a escolha de qual município será a sede da central.


Incentivo

Em pronunciamento, o Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, disse que encaminhou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) correspondência solicitando que fosse feita uma ampla campanha, a nível nacional, de aumento do consumo de laranja, uma vez que o índice vem caindo vertiginosamente no Brasil e em Sergipe, o que prejudica a produção dos citros.

"Nós encaminhamos a correspondência na última reunião da câmara setorial da citricultura, com a proposta de que o Ministério possa nos ajudar a incentivar o consumo em grande escala da laranja, de forma a solucionar um problema grande que é a falta de mercado dessa fruta", afirma Jefferson Feitosa de Carvalho, acrescentando que é importantíssima a organização dos agricultores, pois sem o apoio do próprio agricultor o Estado fica de mãos atadas.

Na opinião do representante da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Sergipe (Fetase), Antônio Francisco, o agricultor tem que mudar a cultura individualista de produção e passar a adotar o conceito de cooperativas. "Não adianta o agricultor ficar lá na sua propriedade fazendo as coisas por conta própria. Ele tem que estar inserido em uma entidade que trabalhe coletivamente na busca da solução desse problema na citricultura", finaliza, reforçando que a solução da crise passa necessariamente pela organização dos agricultores em cooperativas.